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Plebiscito: divisão do Pará

Eleitores decidiram que o Estado não seria dividido para dar origem a Tapajós e Carajás

  • Imagem: Arte UOL

Diário de bordo

Repórteres do UOL Notícias enviados a Belém, Santarém e Marabá relatam impressões e curisodades das viagens

  • Sábado, 10 Dezembro de 2011
  • 01h17 Principal artista plástico de Tapajós fica cego e vira guia de museu

    Rodrigo Bertolotto/UOL

    por Rodrigo Bertolotto

    Laurimar Leal perdeu a visão a partir de 2005 devido a um glaucoma. No começo da doença, ele ainda pintava com a ajuda de um amigo que ia dizendo por onde passar o pincel e colocava tinta na mão do artista. Em pouco tempo, nem isso dava. E o maior artista plástico da região do Tapajós acabou virando o guia do museu que expõe suas obras em Santarém. "Quando vi que estava ficando cego não me desesperei. O importante é não perder a mente", falou à reportagem do UOL na cidade. Ele fica todos os dias em um banco no jardim interno do museu falando com visitantes e contando sobre as peças expostas ali e a cultura local. Na praça que fica no entorno do museu, as esculturas também são suas. "Já fui surrealista, expressionista e realista. Variava no estilo", explicou. Para ir embora do serviço, ele vai tateando até a motocicleta de um amigo e sobe na garupa, em direção a sua casa.

  • Sexta-feira, 09 Dezembro de 2011
  • 19h44 Queremos a bauxita!

    por Rodrigo Bertolotto

    Nesta sexta, último dia de campanha, pescadores e integrantes pró-Tapajós em pequenas embarcações tentaram bloquear barcos carregados com bauxita no rio Amazonas. O plano era mostrar que as riquezas da região são levadas para fora sem benefício da população. A bauxita é o minério do qual se extrai o alumínio. As maiores reservas estão nos municípios de Oriximiná e Juruti, que ficam rio acima em relação a Santarém, onde aconteceu o protesto.

  • Sexta-feira, 09 Dezembro de 2011
  • 17h48 Oásis privativo

    Guilherme Balza/UOL

    Núcleo onde moram funcionários da Vale

    por Guilherme Balza

    No final do município de Parauapebas fica a entrada para a Floresta Nacional de Carajás, onde estão localizadas as minas de ferro exploradas pela Vale. O acesso para a floresta é controlado pela mineradora. De lá, são cerca de 30 km de subida pela Serra de Carajás até a mina de ferro. No meio do caminho há um núcleo onde moram os funcionários mais bem-remunerados da Vale, que lembra os subúrbios chiques dos filmes norte-americanos. Lá há aeroporto, escolas, clube, cinema, teatro, bons restaurantes e até um zoológico. Por ser circundando pela floresta de Carajás e estar no topo da serra, o clima é bem mais ameno se comparado à Parauapebas ou Marabá. Para aproveitar esse oásis privativo, só sendo funcionário da Vale ou com autorização da prefeitura de Parauapebas. Ainda assim, chegar no núcleo pode ser tortuoso, caso o visitante se depare com os caminhões que descem e sobem a estrada de Carajás a 10 km/h praticamente não há trechos de ultrapassagem.

  • Sexta-feira, 09 Dezembro de 2011
  • 17h46 Ilha de Marajó: paraíso e miséria

    por Carlos Madeiro

    Um argumento usado por separatistas e não-separatistas é o fato de que as cidades com mais baixos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) estão na famosa Ilha de Marajó, paraíso turístico ao "lado" de Belém. A cidade de São Melgaço é a que possui pior IDH do Estado, vive em uma situação de pobreza extrema e, em caso de divisão, ficará com o Pará remanescente. Outras cidades da ilha, como Cachoeira de Piriá, Chaves, São João do Araguaia, Garrafão do Norte e Santa Luzia (0,59), estão na rabeira do ranking da ONU, referente ao ano de 2000. Questionei o fato aos políticos a favor e contrários à divisão, que usaram argumentos distintos e, de certo modo, válidos. Para os não-separatistas, isso é uma "prova" que a distância de Belém não serve de critério para justificar a falta de desenvolvimento e o pedido de emancipação. Já os separatistas afirmam que, com o território menor, o "novo Pará" vai conseguir cuidar melhor de suas cidades. Nessa disputa, há argumentos para tudo e para todos.

  • Quinta-feira, 08 Dezembro de 2011
  • 22h56 Madeira sem lei

    por Rodrigo Bertolotto

    O Ibama multou a empreiteira que construía 958 casas populares para o programa "Minha Casa, Minha Vida" usando madeira ilegal na cidade de Altamira. Os fiscais chegaram a encontrar até tábuas de castanheira (árvore que dá a castanha-do-pará), que não pode ser derrubada por lei. As madereiras ilegais ainda são um ramo muito lucrativo na região à beira do rio Xingu

  • Quinta-feira, 08 Dezembro de 2011
  • 21h30 A vida sobre rios

    Carlos Madeiro/UOL

    Embarcações no porto de Belém

    por Carlos Madeiro

    O transporte fluvial é fundamental para os paraenses. Durante os dias em que estive em Belém, percebi que muitas cidades dependem fundamentalmente dos barcos para chegar a capital. Segundo mapa de transporte paraense, pelo menos 28 cidades do Estado não tem qualquer ligação de carro ou trem e têm nos barcos como único meio de ligação. Avião, para os paraenses, é coisa de rico --nem os doentes têm "direito". E as viagens de barco são para lá de exaustivas. De Belém a Santarém, por exemplo, são três dias. A cidade --que pode ser a capital do Tapajós-- é uma das escalas para Manaus. A viagem entre as duas metrópoles do Norte dura nada menos que cinco dias. O passageiro pode optar ir de rede ou pagar mais e ir num quarto. Uma coisa é certa: mais cansativo e desafiador que viajar de barco é melhor que enfrentar as intransitáveis rodovias nortistas. Lembre-se que a Transamazônica segue como uma verdadeira lenda da política brasileira.

  • Quinta-feira, 08 Dezembro de 2011
  • 21h30 Estradas precárias, trânsito confuso

    Diego Mattera/UOL

    Buracos na rodovia PA-150, que atravessa o Pará

    por Guilherme Balza

    O trânsito Marabá é um tanto caótico: praticamente não há placas de sinalização das ruas, nem de indicação de bairros e avenidas. As ruas, quando asfaltadas, também não têm sinalização no solo. Além disso, há congestionamentos, principalmente na avenida principal de Nova Marabá e na Cidade Pioneira, região que concentra os comércios. Os motoristas não são afobados, nem estressados como em São Paulo. Pelo contrário, costumam transitar em baixa velocidade. Mas também não são lá muito gentis e dificilmente dão passagem. As estradas da região são de longe as piores que já vi. Completamente esburacadas, sem acostamento, sem qualquer sinalização. Transitar pela PA-150 à noite, por exemplo, que é uma das principais rodovias do Estado, é correr risco de morte.

  • Quarta-feira, 07 Dezembro de 2011
  • 19h04 Indústria das ocupações

    por Guilherme Balza

    Ao sair da Vila Espírito Santo, que fica a uns 30 km do centro de Marabá, Edson, 29, pescador e "caseiro" de uma ilha do rio Tocantins, de propriedade do seu cunhado, me pede uma carona até a cidade. No caminho, me conta que a mulher está em uma ocupação de terra na cidade de Jacundá, que fica a cerca de 100 km de Marabá. Enquanto isso, as duas filhas ficam com a avó, em Marabá. Além da ocupação de Jacundá, Edson participou de duas invasões na periferia de Marabá. Em uma delas ergueu uma casa. A outra permanece vazia, valorizando até chegar o dia que valha a pena vendê-la. É comum, na região, pessoas que ficam à margem do mercado de trabalho --geralmente migrantes de Estados do Nordeste-- ?investirem? nas ocupações de terra. Edson, por exemplo, abandonou a escola no primário, nunca teve trabalho com carteira assinada e ganha um salário mínimo como caseiro da ilha. Ele diz que as ocupações foram a única maneira de garantir um troco a mais.

  • Quarta-feira, 07 Dezembro de 2011
  • Alan Marques/Folhapress - 08.mai.2003

    Simão Jatene, governador do Pará

    19h03 As feridas do plebiscito

    por Carlos Madeiro

    Ao chegar a Belém, a reportagem tentou entrevistar o governador Simão Jatene (PSDB) sobre o plebiscito. A informação oficial --confirmada por colegas jornalistas-- era de que o chefe do Executivo paraense não comentava sobre o assunto. Porém, um dia antes da nossa chegada, o chefe do Executivo publicou um artigo --de grande repercussão eleitoral-- nos principais jornais do Estado. No artigo, embora não se posicione claramente contrário, ele mostra preocupação com o "vale tudo" das campanhas. "Falo, exemplificando, do esforço de tentarem destruir a autoestima do paraense e mostrar, como alternativa, que a simples divisão, automaticamente, trará ganhos financeiros aos três estados. Ora, com todo o respeito que possa ter pelos que fazem tal afirmação, ela não tem qualquer fundamento técnico", diz. O governador já vislumbra um possível Pará, não dividido em plebiscito, temendo que o povo carregue por décadas uma marca "separatista" nas relações internas: "A Europa está cheia de exemplos em que as lutas religiosas, étnicas, deixaram feridas que não cicatrizam." Acrescente-se: o sentimento de rivalidade é muito forte entre os paraenses, especialmente no interior.

  • Quarta-feira, 07 Dezembro de 2011
  • 19h02 Muito calor e sabor

    por Rodrigo Bertolotto

    A temperatura é alta no Pará e não é preciso nenhuma eleição por perto. Mas o Estado proporciona também excelentes sorveterias e sabores para aplacar o calorão que se aproxima por vezes aos 40 graus. Sorvetes com sabores como castanha, açaí, muruci ou taperebá são um alívio para o correspondente sulista nos trópicos. Mas os preços são bem paulistas: R$ 8 por duas bolas. Uma solução mais barata é tomar um chopinho, o nome local para o sucolé, sacolé ou geladinho. Na região de Santarém, é possível tomar por 50 centavos o tal suco congelado dentro do saquinho plástico, nas versões cupuaçu ou abacate.

  • Terça-feira, 06 Dezembro de 2011
  • Sérgio Lima/Folha Imagem - 17.fev.2002

    16h57 Jader Barbalho reina no Pará

    por Carlos Madeiro

    O nome não é tão forte como há anos atrás. Mas o ex-senador Jader Barbalho (PMDB) ainda é o vento que sopra a maior bandeira política no Pará. "Ele ainda é o nome da política paraense, não há dúvida. Tudo ainda passa por ele", diz o professor da UFPA (Universidade Federal do Pará) e cientista político Roberto Corrêa. Os políticos ouvidos na Assembleia também deixaram claro que o homem é muito forte no Estado. Nota-se que há um grande apoio a Jader, especialmente nas camadas mais pobres da sociedade. Prova disso é que o filho de Jader, Helder Barbalho, é prefeito de Ananindeua, maior cidade no entorno de Belém. Na cidade, assim como em Castanhal (a 70 km de Belém), há bairros com nome de Jaderlândia. A referência ao nome do todo-poderoso político paraense seria por conta da regularização e doação de terrenos a comunidades pobres dos locais. Detalhe: o nome não teria sido dado por Jader, mas, sim, pelos moradores, que teriam batizado em homenagem a ele.

  • Terça-feira, 06 Dezembro de 2011
  • Diego Mattera/UOL

    16h57 Símbolos da ditadura

    por Guilherme Balza

    Caso o Estado do Carajás seja aprovado, a cidade de Marabá, candidata favorita para ser capital e localizada ao lado de São Geraldo do Araguaia (PA) e Xambioá (TO, na época GO), foi um dos cenários da Guerrilha do Araguaia entre o final da década de 60 e o início da de 70. A cidade abrigou centros de tortura e bases operacionais do Exército, inclusive, alguns moradores de Marabá entrevistados pela reportagem relembraram episódios tristes que presenciaram na época da guerrilha. Após quatro décadas, a exaltação aos militares sobrevive: as três vilas do Exército que existem na cidade levam nomes de presidentes que governaram o país nos anos de chumbo: Castello Branco, Costa e Silva e Médici.

  • Terça-feira, 06 Dezembro de 2011
  • 16h56 Sai bandeira do Pará

    por Rodrigo Bertolotto

    Reginaldo Campos se apresenta como "o lobista de Tapajós". Olha que, para isso, o vereador do PSB da cidade de Santarém argumenta que viajou dezenas de vezes a Brasília nas últimas décadas para promover o projeto que tornou realidade o plebiscito para a criação do Estado a partir da região oeste do Pará. Por isso, na hora da gravação da videorreportagem do UOL, Campos não hesitou em tirar a bandeira do Pará do enquadramento da Câmara. Chamou um assessor seu, que carregou o mastro para fora do cenário.

  • Segunda-feira, 05 Dezembro de 2011
  • 08h20 Encontro com o cacique

    Guilherme Balza/UOL

    Jogadores do Gavião Kyikategê, considerado o primeiro time de futebol indígena do mundo. Na imagem estão jogadores da equipe profissional e das categorias de base

    por Guilherme Balza

    Fomos à aldeia Gavião Kyikategê, que fica perto de Marabá, no município de Bom Jesus de Tocantins, para fazer uma reportagem sobre o time de futebol profissional que tem o mesmo nome da aldeia. O treinador Zeca Gavião nos leva até o cacique Kykiré, aparentemente para ver se ele autorizava nossa presença ali. Diante de nós, enquanto trançava uma folha de palmeira sobre uma rede, o cacique não pronunciou uma palavra em português. Tampouco nos dirigiu o olhar. Apenas trocou algumas palavras na língua da etnia --pertencente ao tronco Jê-- com o treinador. Depois de algum tempo em silêncio, Zeca Gavião nos disse: "o cacique está perguntando se vocês trouxeram presente". Desconcertados, dissemos que não. E só. Após um tempo, já longe do cacique, me desculpei com Zeca, que me respondeu: "acho que ele tava tirando uma onda de vocês". A tarde na aldeia foi muito prazerosa. A equipe juvenil do Gavião fez uma demonstração para nós filmarmos e fotografarmos. Jogaram futebol e fizeram a tradicional corrida de tora. Depois, descobrimos que todos eles deixaram de ir à escola naquela tarde para nos atender. E nós não levamos presente ao cacique.

  • Segunda-feira, 05 Dezembro de 2011
  • 08h19 Teste de DNA aquático

    por Rodrigo Bertolotto

    O estudante de direito Ricardo Ebrahim incorpora o boto que vira homem, seduz e engravida as caboclas na interpretação do mito amazônico dentro do festival do Sairé, que acontece todo mês de setembro na vila de Alter do Chão (que ficaria no território de Tapajós). Fora isso, ele faz trabalhos comunitários auxiliando pessoas sem recursos em questões jurídicas. "Teve uma vez que duas adolescentes grávidas esperavam na fila, e um engraçadinho me reconheceu e falou que o boto devia fazer o teste de DNA", relata Ricardo.

  • Segunda-feira, 05 Dezembro de 2011
  • Carlos Madeiro/UOL

    Fachada do jornal "O Liberal"

    08h15 Imprensa belenense

    por Carlos Madeiro

    A imprensa de Belém parece ter fechado questão sobre o plebiscito. Os jornais da capital paraense dão pelo menos uma página por dia à cobertura do plebiscito, com coberturas bem feitas, mas parecem ter posicionamento claro: são contra a divisão paraense. Na sede do O Liberal, maior jornal do Estado, uma bandeira do Pará no alto do prédio histórico marca a opção dos proprietários: são contra a divisão. No Diário do Pará, do provável futuro senador Jader Barbalho (PMDB), também não há dúvidas sobre a manifestação sobre a contrariedade pela divisão. Entre todos os casos, um chama ainda mais a atenção: o da TV Cultura. A emissora pública foi boicotada pelos separatistas, que se negaram a participar de um debate que seria promovido. O argumento utilizado por eles é que o governador Simão Jatene (PSDB) seria contra a divisão do Estado. Para os separatistas, a TV está tentando manipular o eleitor a votar contra a divisão.

  • Domingo, 04 Dezembro de 2011
  • 12h30 Belém longe de viver um clima de eleição

    por Carlos Madeiro

    Apesar de viver, talvez, a eleição mais importante da história do Estado, o clima vivido em Belém nem de longe lembra o de uma campanha eleitoral. Apesar das frentes a favor e contra a criação de Carajás e Tapajós se digladiarem pelo voto do eleitor da capital e região metropolitana, a população não parece muito preocupada com o resultado da votação do próximo dia 11. Poucos carros, pouquíssimas lojas e quase nenhuma casa manifestam posição sobre o plebiscito. Quando ouvidos pela reportagem, a resposta é sempre contrária à decisão. A ideia que parece generalizada entre os belenenses é a de que a divisão se configura uma espécie de assalto às riquezas do Pará.

  • Domingo, 04 Dezembro de 2011
  • Guilherme Balza/UOL

    Bairro da Paz, periferia de Marabá

    12h29 Boca no trombone

    por Guilherme Balza

    Marabá divide-se em três grandes núcleos: Marabá Pioneira, o mais antigo, onde a cidade foi fundada, em 1904; Nova Marabá, formado de modo mais ou menos planejado após o início do ciclo do ferro, na década de 70; e Cidade Nova, surgido em decorrência do ciclo do ouro, na década de 80. Nas três áreas há muitos bairros em condições precárias, sem rede de esgoto ou água encanada, com ruas de terra e casas sem reboco. Os moradores desses locais, ao verem uma câmera, a primeira coisa que fazem é criticar duramente a ausência do poder público. Praticamente todos que entrevistamos têm esperança que a criação de Carajás melhore a situação.

  • Sábado, 03 Dezembro de 2011
  • 08h45 Asfalto e lama

    por Rodrigo Bertolotto

    O trecho da rodovia Transamazônica que vai de Altamira em direção às obras de Belo Monte está recém-asfaltada. E já tem desmoronamentos recentes também, causando bloqueios e desvios na estrada que foi criada durante os anos 70 pelo regime militar.

  • Sábado, 03 Dezembro de 2011
  • Diego Mattera/UOL

    Ruralistas na sede do Sindicato Rural de Marabá

    08h44 Ruralistas reunidos

    por Guilherme Balza

    Em busca de um representante dos ruralistas da região de Carajás, a reportagem foi até o Sindicato Rural de Marabá, cuja sede abriga um grande centro de exposições. Chegando lá, coincidentemente estava acontecendo a eleição para a presidência do sindicato --por conta disso, o atual presidente, conhecido como Mirandinha, não quis dar entrevista. Diferentemente da maioria da população local, ali todos eram brancos. No estacionamento, muitas pick-ups modelo Hilux, Frontier, Amarok, entre outras. A maioria delas com adesivos em defesa da criação de Carajás. Os ruralistas têm influência política na região e estão na linha de frente da campanha a favor da divisão do Pará.

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