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25/11/2004 - 18h51
Bradesco fecha acordo com Casas Bahia e segue rivais

Por Carlos A.DeJuana

SÃO PAULO (Reuters) - O banco Bradesco, maior banco privado do país, anunciou nesta quinta-feira acordo de três anos com as Casas Bahia para financiamento ao consumidor.

O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, afirmou que a Finasa, financeira do grupo, deve conceder pelo menos 100 milhões de reais em financiamentos para os clientes das Casas Bahia mensalmente. O banco espera uma carteira de crédito de pelo menos 3 bilhões de reais em um ano com esse acordo.

As Casas Bahia continuarão a gerenciar a carteira de crédito atual de cerca de 4,5 bilhões de reais.

O Bradesco segue movimento recente de seus concorrentes. Em julho, Itaú e Pão de Açúcar anunciaram a criação de uma sociedade para prestar serviços financeiros aos clientes do maior grupo varejista do país com exclusividade.

Em agosto, o Unibanco anunciou a associação com o Sonae, que controla no Brasil as bandeiras Big, Mercadorama, Nacional e Maxxi Atacado, para oferecer serviço semelhante.

Em setembro, o Banco do Brasil havia fechado parceria com as Casas Bahia para instalar quiosques e oferecer serviços bancários.

Mas no acordo com o Bradesco, o cliente das Casas Bahia não terá idéia de quem está financiando suas compras --a rede varejista ou o banco. Os recursos que ficarem liberados serão utilizados pelas Casas Bahia para financiar a expansão.

A empresa possui 394 lojas no país. O objetivo é chegar a 400 delas no fim do ano.

"Com esta parceria com banco Bradesco vamos chegar muito longe, vamos chegar a todo Brasil", disse Samuel Klein, o imigrante polonês de 81 anos que fundou a rede de varejo há 52 anos.

A rede planeja abrir mais 50 lojas no ano que vem, mas pode agora dobrar esse número por conta dos montantes liberados pelo acordo, disse o filho do fundador e diretor-executivo, Michel Klein.

Nos últimos dois meses, as Casas Bahia tiveram aproximadamente 650 milhões de reais em vendas mensais, 80 por cento das quais financiadas.

As Casas Bahia encerraram 2003 com faturamento de 6 bilhões de reais, acima dos 4,2 bilhões de reais do ano anterior. Para este ano, a previsão é de faturamento de 8 bilhões de reais. Em 2005, a rede deve faturar 10 bilhões de reais.

(Colaborou Juliana Siqueira)



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