UOL EconomiaUOL Economia
UOL BUSCA

18/10/2007 - 21h42

Correa acha que Banco do Sul afastará continente de burocracia internacional

Quito, 18 out (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, disse hoje que o Banco do Sul, cuja fundação está prevista para novembro, afastará a região da "burocracia internacional" de organismos de crédito aos quais os países recorriam com freqüência.

"O Banco do Sul é o nosso banco para não termos de depender de organismos internacionais, de burocracias internacionais que nos fizeram tanto dano", declarou Correa.

Correa irá a Caracas no dia 3 de novembro para o ato de fundação do Banco do Sul.

O presidente do Equador disse que na reunião estarão também os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Hugo Chávez (Venezuela), Néstor Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia) e Álvaro Uribe (Colômbia).

O presidente equatoriano, que é economista, ressaltou que a criação do Banco do Sul "será um imenso avanço para a integração latino-americana e particularmente sul-americana".

Com a criação do banco, a região espera romper a dependência de outras entidades de crédito, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No último dia 11, ao se referir à relação com organismos internacionais de crédito, o ministro da Economia equatoriano, Fausto Ortiz, ressaltou que o Governo manterá a prioridade na relação com a Corporação Andina de Fomento (CAF).

O Governo também dá preferência às relações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), "que tem uma posição bastante centrada para o que é América Latina".

As relações com o Banco Mundial (BM) se mantêm reduzidas e não deram sinais de que podem aumentar.

"Com o FMI, definitivamente continuamos sem operações. Uma relação que esperamos que melhore em razão do novo diretor-gerente", disse, em alusão a Dominique Strauss-Kahn.

Shopping UOL