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04/10/2007 - 17h18

Brasil é quinto melhor país para se investir, segundo estudo da Unctad

Genebra, 4 out (EFE).- A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) qualificou o Brasil como o quinto melhor país do mundo para se investir, segundo um estudo divulgado hoje.

Segundo o relatório "Perspectivas do Investimento Mundial", elaborado pelo organismo da ONU e apresentado hoje em Genebra (Suíça), os investimentos internacionais das multinacionais crescerão nos próximos três anos, apesar das atuais inquietações financeiras e do aumento do protecionismo em alguns países.

Mais de dois terços dos cerca de 200 diretores das principais corporações pesquisadas pela Unctad se mostraram dispostos a aumentar seus investimentos no exterior até 2009.

Segundo declarou hoje em entrevista coletiva o economista da Unctad Jean-François Outreville, "a Ásia foi um dos principais destinos dos investimentos nos últimos cinco anos, e continuará sendo no futuro".

Desta forma, os dois países mais atrativos para receber novos recursos econômicos são China e Índia, ao tempo que o Vietnã vai ganhando terreno, e já é o sexto mais bem avaliado pelos empresários.

No entanto, os diretores não perderam interesse por dois Estados Unidos e Rússia, que ocupam o terceiro e o quarto postos, respectivamente.

Fora o Brasil, o México é o único país latino-americano entre os vinte preferidos das multinacionais, aparecendo na nona colocação.

Apesar de um leve aumento no interesse pela região em 2006, o especialista da Unctad afirmou que há uma "estabilização" dos investimentos externos na América Latina.

Ainda não se sabe se o protecionismo de alguns Governos da região pode diminuir os investimentos no futuro, já que, segundo Outreville, "os empresários pesquisados não foram ouvidos sobre este assunto".

Dos Estados europeus, só Reino Unido e Polônia figuram entre os dez países mais bem avaliados pelos empresários. O estudo revela, no entanto, como os países do Leste Europeu estão se tornando mais atraentes neste ponto.

"A criação de novas filiais é a opção preferida entre os pesquisados para entrar nos países em desenvolvimento. Já nos desenvolvidos, (os empresários) se inclinam à busca de fusões ou à aquisição de empresas", destacou Outreville.

O principal motivo que faz os empresários investirem no exterior é o acesso a mercados de grandes dimensões ou de rápido crescimento e, em menor medida, a busca de recursos, principalmente de mão-de-obra qualificada.

Por outro lado, o que faz as multinacionais desistirem de seus negócios no exterior são as situações de guerra ou de instabilidade política, além da instabilidade financeira e de mudanças no regime de investimentos.

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