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17/10/2007 - 22h07

Inflação chega a 7.892,1% ao ano no Zimbábue

Harare, 17 out (EFE).- A inflação no Zimbábue, que o governador do Banco Central do país, Gideon Gono, descreveu como o "HIV (vírus da aids) da economia do país", subiu em setembro para 7.892,10% ao ano, informou hoje o Departamento Central de Estatística local (CSO, na sigla em inglês).

Já no fechamento de agosto, a inflação dos 12 meses anteriores tinha recuado para 6.592,7%.

Segundo o CSO, o Índice anualizado de Preços ao Consumidor foi impulsionado principalmente por produtos não alimentícios.

Os gastos com água, moradia, energia elétrica, transporte e serviços médicos foram os que mais contribuíram para o último aumento da inflação, especifica o CSO.

Os analistas econômicos acreditam, no entanto, que a liberalização dos preços de artigos de primeira necessidade, que o Governo tinha congelado em julho passado, também contribuiu.

Em sua análise semestral da política monetária zimbabuana, Gideon Gono descreveu a inflação no Zimbábue como "o HIV econômico da economia do país", que necessita de esforços coordenados para detê-la.

A Confederação das Indústrias do Zimbábue informa que a produção industrial recuou 7% com relação ao ano passado, enquanto a Câmara de Comércio de Harare responsabiliza o Governo por não ter feito consultas antes de aplicar suas políticas econômicas.

"Desde 2000 o setor empresarial foi testemunha de um enfoque governamental de aplicação forçada de medidas, tipificada por pronunciamentos de política carentes de sentido de negócio", disse à Agência Efe o presidente da Câmara de Harare, Oswell Binha.

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