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09/05/2007 - 10h04

Pague R$ 6 e tenha indenização de R$ 3 mil: microsseguro é apresentado

SÃO PAULO - Ter direito a seguro de vida no valor de R$ 3 mil, pagando R$ 6 pela apólice, é uma possibilidade não muito distante - e disponível em solo brasileiro. O exemplo de microsseguro foi apresentado por representantes da América Latina durante o "Workshop Regional Sobre Acesso da População de Baixa Renda a Seguros", realizadado na última terça-feira (07), no Rio de Janeiro.

De acordo com Regina Lídia Giordano Simões, da Coordenação de Relações Internacionais da Superintendência de Seguros Privados (Susep), há dois tipos de desenvolvimento da proteção voltados para o consumidor de baixa renda: um de baixo custo, sob gestão de superintendência; e outro voltado à produção agrícola familiar, gerenciado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Alcance e público-alvo

De acordo com representante do Banco Mundial no evento, Vijay Kalavokonda, a idéia é que 100 milhões de consumidores de baixa renda sejam alcançados com o programa de microsseguros na América Latina, África e Sudeste Asiático. No Brasil, o público-alvo dos seguros populares, como chamou, são correntistas com renda inferior a três salários mínimos. As coberturas básicas são para morte natural e acidental. Segundo o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Otávio Ribeiro Damaso, o microsseguro tem tudo para dar certo no Brasil, uma vez que a relação entre prêmio, seguro e Produto Interno Bruto (PIB) ainda é muito baixa. Ele citou o ramo vida como um dos que mais tem potencial para crescer, com destaque para o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e para o Vida Gerador de Benefício Livre.

Em outros países

Conforme informações da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg, antiga Fensage), a situação na Colômbia, mostrada por Roberto Junguito Bonnet, presidente do Fasecolda, não é muito diferente do Brasil. No país vizinho são 2,6 milhões de pessoas que possuem algum microsseguros.

"Das 26 companhias de seguros da Colômbia, 41% já operam com este seguro", contou. O maior obstáculo, na opinião de Bonnet, é que o mercado informal, da qual a população de baixa renda tira o seu sustento, não oferece estabilidade, causando fluxos de caixa desequilibrados, dificultando a formulação de produtos que atendam a esse público. Já na Bolívia já existem 800 mil pontos de vendas e sucursais operando com microsseguros. O expositor Carlos Rodriguez, que é diretor do Centro AFIN da Bolívia, disse que as microempresas de seguro bolivianas dão sinais de evolução.

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