! Petrobras contesta Morales e garante legalidade da ação na Bolívia - 11/05/2006 - Reuters - Economia
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11/05/2006 - 19h41
Petrobras contesta Morales e garante legalidade da ação na Bolívia

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras manifestou surpresa e indignação com as declarações do presidente boliviano, Evo Morales, sobre uma suposta ilegalidade de suas operações no país vizinho.

Alan Marques/Folha Imagem 
Evo Morales dá entrevista em Viena

"A Petrobras manifesta sua indignação diante de acusações de que a companhia possa ter, em qualquer momento, operado deliberadamente à margem da lei, seja na Bolívia ou em qualquer país onde atue", disse a petrolífera estatal em comunicado distribuído na noite desta quinta-feira.

Em viagem a Viena para participar da Cúpula América Latina-União Européia, Morales declarou em entrevista à imprensa nesta quinta-feira que a subsidiária da Petrobras na Bolívia tinha contratos ilegais e inconstitucionais.

"Não há por que pensar em indenização, se expropriássemos bens ou tecnologia, teríamos de indenizar, mas neste caso não estamos expropriando", disse Morales sobre a empresa

Morales também lembrou a compra do Acre, em 1903. Ele disse que, àquela época, o Acre "foi trocado por um cavalo" com o Brasil, mas que isso não voltaria a ocorrer agora.

O governo brasileiro também manifestou indignação com o discurso de Morales, conforme depoimento do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

A Petrobras frisa que "sempre atuou estritamente dentro da lei" na Bolívia e que a sua presença no país "é resultado de acordos bilaterais".

"A Petrobras sente-se surpreendida pelas recentes notícias que relatam acusações de ilegalidade na sua atuação na Bolívia, veiculadas imediatamente após a emissão de nota conjunta que detalhava os pontos acordados ontem à noite em La Paz", afirma o comunicado.

Na noite de quarta-feira, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, se reuniram com o ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, André Sóliz.

Na reunião, de acordo com a estatal, ficou acertado que a Petrobras irá receber compensações, que ainda serão negociadas, pelos seus ativos a serem nacionalizados, e que um eventual reajuste no preço do gás vendido ao Brasil será negociado por intermédio dos mecanismos previstos em contrato.

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