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12/04/2004 - 16h42
Fenasoft desiste de se dividir em 2 eventos e nega que tenha acabado



Taís Fuoco | Valor Online



SÃO PAULO - A Fenasoft, feira de tecnologia que se realiza há cerca de 20 anos, voltou atrás na decisão anunciada no ano passado de se dividir em dois eventos, um focado em software e outro no varejo de equipamentos, programas e periféricos. Ela volta, este ano, a ser um único acontecimento, no final de junho, mas nega que tenha saído do varejo de informática.

Para retomar as discussões sobre software que a originaram, os organizadores da Fenasoft decidiram dividir o evento em dois a partir de 2003. Um seria fechado ao público, com seminários e discussões sobre o setor de tecnologia, sob o nome de Brasil Software Week, cuja primeira edição aconteceu no final de maio do ano passado. O outro, que se realizaria pela primeira vez em novembro sob o nome Fenasoft Discount, aberto ao público, concentraria o lado "varejista" do evento, mas acabou não acontecendo. A alta do dólar e as dificuldades de alguns fabricantes e fornecedores acabaram impedindo a realização desta segunda etapa, segundo Max Gonçalves, presidente da Fenasoft.

"Os fornecedores não tinham produto para oferecer", diz ele, afirmando que os expositores estavam inseguros sobre o preço que poderiam praticar no evento com as oscilações da moeda americana. No caso de softwares, ele alega que o produto nacional "está chegando a controlar 20% do mercado", e que os demais 80% também enfrentavam as incertezas com a alta do dólar, especialmente para fazer promoções, como costuma acontecer neste tipo de feira. A partir deste ano, os organizadores decidiram voltar a reunir os dois eventos em um só. "O varejo de informática deixou de ser de massa, está mais qualificado, e a idéia da Fenasoft é criar uma área especial para o varejo, separada do evento", afirma Gonçalvez. O foco principal continuará a ser a discussão sobre a indústria de softwares.

Dessa forma, ele refutou as afirmações do Extra, bandeira do grupo Pão de Açúcar que na semana passada anunciou o início de uma feira de informática em suas lojas e informou a intenção de "ocupar o espaço deixado pela Fenasoft", segundo comunicado distribuído à imprensa. "A Fenasoft não deixou de existir. Já temos 54 mil pessoas com cartão de entrada comprado para a próxima edição", afirma Gonçalves. Sua expectativa é que o evento reúna entre 150 mil e 200 mil visitantes.

De acordo com o executivo, um levantamento feito pela companhia mostrou que o grande volume de compras feito nos corredores da Fenasoft era de profissionais ligados a empresas. Por isso, ele considera que o mês de junho é mais adequado que novembro, como previsto anteriormente. "Não somos um artigo de Natal e o mês de junho é interessante porque as empresas já perceberam como será o desempenho do ano", diz ele.

Gonçalves esclarece que "não será aberto espaço para pequenas empresas de varejo" e que a idéia é acertar com um grande varejista que será a âncora desse lado do evento. Segundo ele, a Fenasoft negocia com Kalunga, Carrefour e Plug Use, mas ainda não fechou qual será a âncora.

O Extra informou, por meio de seu departamento de comunicação, que os fabricantes de informática não encontram mais na Fenasoft o espaço que procuram _ espaço que ela espera ocupar _ e que a própria rede, que chegou a expor na Fenasoft em 1998, decidiu investir na feira própria porque tem presença em todo o país, enquanto na Fenasoft ficaria limitada ao mercado de São Paulo.