! Gradiente elogia escolha do padrão japonês e se prepara para disputar mercado de decodificadores - 30/06/2006 - Valor Online
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30/06/2006 - 14h20
Gradiente elogia escolha do padrão japonês e se prepara para disputar mercado de decodificadores

SÃO PAULO - A Gradiente considerou "correta" a escolha brasileira pelo padrão japonês de modulação de TV digital e se prepara para disputar o mercado de decodificadores, aparelhos que farão a conversão do sinal digital para os usuários de televisores analógicos na fase de transição do modelo.

Segundo o gerente executivo de marketing da Gradiente, Roberto Goichman, "tecnicamente o padrão japonês é o mais robusto" e ainda tem a peculiaridade de oferecer a mobilidade aos usuários.

Ele afirmou que a companhia nacional já se prepara para fabricar os decodificadores. "A Gradiente vai estar nesse mercado. O decodificador será um produto-chave na fase de transição, que deverá durar cerca de dez anos", afirmou.

Por isso, a companhia trabalha com a possibilidade de nacionalizar o equipamento. "Para que o produto chegue a um preço acessível ao consumidor, fatalmente terá de ser fabricado aqui", afirmou, em encontro com a imprensa.

Goichman lembrou que ontem, em Brasília, durante o anúncio oficial da escolha do padrão, o presidente do grupo Gradiente, Eugênio Staub, previu que os decodificadores cheguem ao consumidor final a um preço entre R$ 100 e R$ 200. Os primeiros equipamentos, no entanto, não devem chegar ao varejo antes de 12 meses, na avaliação da indústria.

Hoje, só os fabricantes instalados em Manaus conseguiriam benefícios para a produção de decodificadores, mas há empresas instaladas em São Paulo e em Santa Rita do Sapucaí (MG) dispostas a disputar esse mercado - que envolve as mais de 50 milhões de TVs instaladas no país.

Para isso, elas trabalham para tentar incluir o produto na lista de beneficiados pela Lei de Informática, que isenta de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) bens de informática produzidos em qualquer ponto do país, desde que com a contrapartida de investimentos de 5% da receita bruta em pesquisa e desenvolvimento. O argumento é que, como o governo também pretende fazer da TV digital um instrumento de inclusão à internet, os decodificadores serão praticamente um computador.

(Taís Fuoco | Valor Online)