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05/10/2006 - 17h30

Possibilidade de corte de produção da Opep resulta em nova alta dos preços do petróleo

SÃO PAULO - Os preços do petróleo avançaram pelo segundo dia consecutivo, estimulados pelas notícias de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode vir a cortar a produção em 1 milhão de barris por dia em relação à atual cota diária de 28 milhões de barris. Apesar de o cartel não confirmar oficialmente a informação, esse foi o fator de destaque para a operação dos agentes desse mercado.

O contrato de WTI com vencimento em novembro fechou em Nova York com alta de US$ 0,62, para US$ 60,03. Para o mês seguinte, o vencimento terminou cotado a US$ 61,34, com avanço de US$ 0,60. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês subiu US$ 0,78, para US$ 60. Para dezembro, o contrato encerrou valendo US$ 61,14, com valorização de US$ 0,69 ante o pregão anterior.

Notícias que circularam hoje sobre o corte de produção por parte do cartel informam, sem citar fontes, de que nove dos onze integrantes da Opep devem reduzir a produção, com destaque para a Arábia Saudita, maior exportador mundial, que pode vir a encolher a produção diária em 300 mil barris. Iraque e Indonésia seriam os dois únicos membros que não teriam interesse em diminuir a produção de petróleo.

Ainda segundo agências noticiosas, Edmund Daukoru, ministro da Nigéria e atual presidente do cartel, afirmou que os países membros da Opep estão considerando a possibilidade de convocar uma reunião de emergência para discutir o assunto. Rumores dão conta de que o encontro seria agendado ainda para este mês. A reunião oficial do cartel está marcada apenas para dezembro.

Essa possibilidade de reduzir a cota diária de produção vem sendo estimulada pela rota declinante dos preços da commodity. os sucessivos incrementos das reservas americanas de petróleo e derivados contribui para a perspectiva de que o preço continue a cair e, ao mesmo tempo, a perspectiva de crescimento moderado da economia global leva a revisões de projeção para o consumo mundial do produto neste e no próximo ano.

(Valor Online, com agências internacionais)

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