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05/10/2006 - 17h40

Índices que medem otimismo dos consumidores atingem recordes, mostra CNI

SÃO PAULO - Os consumidores brasileiros demonstraram melhora significativa de suas expectativas no terceiro trimestre, estando mais seguros quanto ao emprego e à estabilidade dos preços. Conforme dados divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) referente ao mês de setembro atingiu 110,6 pontos e superou o recorde anterior do indicador, de 106,3 pontos, em junho de 2003.

Comparando esse resultado com o de setembro do ano passado (99,1 pontos), o índice subiu 11,6%. Os oito quesitos avaliados na composição do índice registraram forte avanço, ante a última medição (junho) e a de setembro do ano passado. Chamam a atenção os recordes de pontuação para a avaliação sobre a satisfação com a vida e a segurança no emprego e na renda.

A questão que envolve medo do desemprego, por exemplo, que nunca tinha superado os 100 pontos, atingiu 104,7 pontos nesta medição. Nesse caso, quanto maior a pontuação do indicador, menor é o temor do desemprego.

No que diz respeito às expectativas em relação ao crescimento do desemprego, os consumidores sustentam otimismo. Segundo os dados da CNI, esse quesito da pesquisa também atingiu marca histórica, com 129,2 pontos, o que equivale a um crescimento de 3,4% ante o recorde anterior. Também nesse caso, quanto maior o indicador, menor é a avaliação de que o desemprego crescerá.

As expectativas em relação à renda em geral avançaram 11,8% em relação a setembro de 2005, e o índice atingiu 111,4 pontos. Esse indicador também ficou pouco acima do recorde anterior da pesquisa, de 110,9 pontos, apurados em junho de 2003. Sobre a perspectiva de evolução da renda no futuro, o indicador apurou elevação de 9,7%, para 110,8 pontos, ante o patamar registrado em setembro do ano passado.

Quando questionados a respeito da inflação, a expectativa dos consumidores foi positiva também e o índice chegou a 111,5 pontos, com avanço de 17% em relação ao mesmo mês de 2005 e expansão de 9,4% frente ao mês de junho, quando foi feito o levantamento anterior. Vale lembrar que nesse caso, quanto maior a pontuação, menor a expectativa de aumento dos preços.

Tendo todas essas variáveis em trajetória favorável, os consumidores deram um salto também na avaliação da satisfação pessoal com a vida. Esse quesito registrou avanço de 3% ante o patamar de setembro de 2005, para 102,2 pontos. Com as perspectivas positivas, a intenção de gastos do consumidor avançou pelo quarto mês consecutivo, para 103,1 pontos. Esse nível é 7,6% superior ao verificado um ano antes.

(Valor Online)

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