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23/10/2006 - 13h03

Embraer e Sabesp captam US$ 540 milhões no exterior

SÃO PAULO - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Embraer definiram na sexta-feira os detalhes de suas novas emissões de bônus no mercado externo. Juntas, as operações somam US$ 540 milhões.

A Sabesp vai emitir US$ 140 milhões. O dinheiro deve ser usado para financiar uma oferta pública de recompra de bônus da estatal (operação chamada de " tender offer " no mercado financeiro). Segundo o " IFR Markets " , o Deutsche Bank foi o líder da operação. Os bônus terão prazo de 10 anos. O cupom (juro nominal) foi de 7,5% e o rendimento de 7,625%.

Na operação de " tender offer " , a Sabesp pretende recomprar US$ 225 milhões em papéis que vencem em 2008 com juros de 12%. Segundo comunicado da estatal divulgado na sexta, até a tarde de quinta-feira, 54,3% dos detentores dos bônus aceitaram participar da recompra, o que representa US$ 122,2 milhões em papéis.

Segundo um relatório da Fitch Ratings, a Sabesp fechou o primeiro semestre com dívida em moeda estrangeira de R$ 1,5 bilhão, o menor nível de endividamento externo da companhia em cinco anos.

A agência deu nota " BB " para os novos papéis da Sabesp. A Sabesp atende 367 dos 645 municípios do Estado de São Paulo, fornecendo água para 22,6 milhões de habitantes. Segundo a Fitch, a empresa apresenta " forte geração de caixa " , " altas margens " e vem sendo resistente às oscilações da economia.

Já a Embraer emitiu US$ 400 milhões em dívida de 10 anos. Os papéis terão cupom de 6,375% e rendimento de 6,466%. O vencimento será em 24 de janeiro de 2017. O Citigroup e o JP Morgan foram os líderes da operação, informou o " IFR Markets " . A fabricante de aviões iniciou os road shows na semana passada na costa oeste dos Estados Unidos com a expectativa de vender US$ 300 milhões. O dinheiro captado também será usado para refinanciar dívidas.

Várias empresas têm aproveitado a melhora das condições do mercado externo para fazer o resgate antecipado de títulos. Entre elas, estão a petroquímica Braskem, a Telemar e a Aracruz Celulose e a Vale do Rio Doce.

(Altamiro Silva Júnior | Valor Econômico)

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