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24/10/2006 - 16h24

Airbus deve ampliar presença na América Latina em 50% até 2009

SÃO PAULO - A fabricante de aeronaves européia Airbus aumentará em 50% sua presença na América Latina até 2009. Com base nos pedidos firmes da companhia, ela terá 355 aviões em operação na região daqui a três anos, em comparação com os 235 de hoje. Esse crescimento será alavancado principalmente por Brasil e México, os mercados latino-americanos onde a aviação comercial mais cresce.

A TAM, que tem a maior frota de Airbus da região, com 60 aeronaves, deve receber cinco aviões neste ano e mais 23 até 2009. Segundo os acordos comerciais já firmados entre as empresas, a TAM tem um total de 67 aeronaves encomendadas até 2014. A companhia aérea opera ainda 30 aeronaves Fokker, que deverão ser integralmente substituídas nos próximos anos.

Segundo o vice-presidente da Airbus para América Latina e Espanha, Rafael Alonso, o Brasil e o México deverão ter, cada um, 200 aviões da Airbus daqui a dez anos. "Nos dois países, de grande extensão e população, a aviação tem um crescimento muito forte", afirma Alonso. A companhia aérea Mexicana é a segunda maior cliente da Airbus na América Latina.

A fabricante européia detinha 25% de participação na América Latina ao final de 2005, enquanto a Boeing controlava 52%. Com base no crescimento estimado até 2009, a Airbus deverá ficar com cerca de 40% do mercado.

Nos últimos anos, com exceção de 2004, as vendas da Airbus superaram as da Boeing na América Latina, segundo dados da própria européia. De 1995 a 2005, a Airbus registrou 66% das vendas líquidas na região e a Boeing, 34%. "Este ano, a Boeing deve nos passar um pouco", diz Alonso. Outros clientes da Airbus na América Latina são a chilena Lan, a peruana Taca e a Aerolíneas Argentinas.

A companhia enfrenta perdas de caixa - que podem alcançar 6,3 bilhões de euros - devido aos atraso nas entregas do novo modelo A380, que será o maior avião de passageiros já fabricado. A Airbus recebeu 159 encomendas dessa aeronave por parte de 16 clientes, grande parte dos quais companhias aéreas asiáticas, que devem usar o A380 para atender o crescente fluxo de passageiros entre Europa e Estados Unidos e a Ásia.

(Roberta Campassi | Valor Econômico, para o Valor Online)

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