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06/11/2006 - 12h26

União dos controladores de vôo permitiu retorno tranqüilo do feriado, diz presidente de associação

BRASÍLIA - A tranqüilidade nos aeroportos brasileiros ontem, no retorno do feriado prolongado, foi fruto da união dos controladores de vôo, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA), Wellington Rodrigues.

"Pedimos que agüentassem esse chamado", diz ele. "O caos, infelizmente, serviu para mostrar que há um problema de colapso no tráfego aéreo do país". Segundo Rodrigues, os controladores estão "sobrecarregados e estressados com o excesso de serviço".

A reunião dos controladores com os ministros Waldir Pires, da Defesa, e Luiz Marinho, do Trabalho, marcada para a próxima quarta-feira, cria uma expectativa de que as coisas no setor aéreo podem melhorar, na opinião dele. "Estamos confiantes que podemos avançar. É necessário dar ao pessoal do tráfego aéreo um novo tratamento".

Para o presidente da ABCTA, o colapso no setor é devido à falta de pessoal, estrutura arcaica e baixos salários. "Vamos levar nossas propostas aos ministros e aguardar o bem senso".

Segundo Rodrigues, o controlador de vôo não tem uma carreira atraente. "Muitos saem em busca de outras profissões. Ninguém quer ficar. O controlador é um sargento e não pode ter um diferencial no salário, porque causaria desconforto aos outros sargentos. Por outro lado, teríamos que fazer apenas uma escala, mas no militarismo isso não existe. A carreira é incompatível com a área militar". Ele acha que o setor deveria ser controlado por civis.

No país, há 2.170 controladores militares, 100 civis que prestam serviço à Aeronáutica e 400 à Infraero. Mas há carência de profissionais, segundo a ABCTA. Rodrigues cita o exemplo de Salvador, onde atuam 18 controladores de vôo, quando o ideal, para ele, seriam 53. "O cobertor é curto no Brasil todo. E já vínhamos alertando para essa situação há anos".

(Agência Brasil)

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