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25/04/2007 - 17h26

Mercados: Dólar fecha em baixa de 0,73%, a R$ 2,0210 apesar de leilões do Banco Central

SÃO PAULO - As atuações de hoje do Banco Central (BC), tanto no mercado à vista como no futuro, não surtiram grande efeito na cotação do dólar e o forte fluxo de divisas acabou levando a moeda a registrar o menor valor em mais de seis anos. O tom positivo das praças internacionais e a valorização na bolsa paulista colaboraram para a entrada de recursos no país.

A moeda americana fechou com recuo de 0,73%, negociada a R$ 2,0190 para a compra e R$ 2,0210 para a venda, menor patamar desde 20 de fevereiro de 2001, quando foi cotado a R$ 2,0110 . Em baixa durante toda a sessão, a divisa chegou a ser vendida a R$ 2,0190 no menor patamar do dia. Segundo informações de mercado, o giro interbancário chegou a US$ 6,870 bilhões. Na roda de dólar pronto da BM & F, o dólar caiu 0,69%, cotado a R$ 2,0210 para a venda, com giro financeiro de US$ 1,420 bilhão.

Além do fluxo estrangeiro forte, os operadores do segmento mencionam a entrada de recursos derivados de negócios corporativos, como a compra do Atacadão pelo Carrefour, no valor de R$ 2,2 bilhões.

Assim, a atuação do Banco Central no mercado futuro foi considerada fraca pelo mercado. No leilão de swap cambial, anunciado às 11h30, o BC vendeu um lote de 8.450 títulos, equivalente US$ 400 milhões. Mais tarde, às 15h30, a autoridade monetária veio ao mercado à vista e aceitou pagar R$ 2,0210. Segundo informações de mercado, o BC teria aceitado dez propostas, de sete instituições financeiras, e adquirido cerca de US$ 2,1 bilhões.

Mesmo com essa compra mais relevante no segmento à vista, a moeda sequer diminuiu o ritmo de queda frente ao real. Segundo operadores, a estratégia do BC não surtiu efeito sobretudo no mercado futuro. O segmento já vinha apresentando forte fluxo desde a abertura dos negócios e mesmo assim a oferta de swap não foi maior do que a realizada na segunda-feira.

Segundo Décio Pereira Filho, gerente de BM & F da corretora Concórdia, esse leilão de swap foi considerado pífio perante o fluxo do dia e, por isso, todo o mercado continuou atuando na ponta de venda.

Para Alexandre Lintz, estrategista-chefe do banco BNP Paribas, na comparação com outras 45 moedas de países emergentes, o real se valorizou menos em relação ao dólar. "Isso está aumentando o fluxo no mercado de derivativos, sobretudo depois que o BC reabriu a porta do swap cambial", diz, lembrando que a tendência, a despeito das intervenções do Banco Central, deve continuar sendo de queda.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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