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20/03/2006 - 12h27
São Paulo ganha Museu da Língua Portuguesa

Da Redação
e do Guia da Folha


Folha Imagem
Telão com 120 metros de comprimento no 2º andar do museu
  • Veja fotos do museu

    Começa a funcionar a partir desta terça-feira (21/03), em São Paulo, o primeiro museu brasileiro dedicado à lingua portuguesa.

    Inaugurado na manhã desta segunda-feira, o Museu da Língua Portuguesa oferece conteúdo sobre linguagem, história da língua, idiomas que ajudaram a formá-la, formas que ela assume no cotidiano e criação da língua na literatura brasileira, entre outros assuntos.

    O museu fica na Estação da Luz (praça da Luz, s/nº, centro) e vai funcionar de terça a domingo, das 10h às 18h. Seus visitantes poderão assistir a filmes, participar de audições de leitura e de outras atividades interativas. A entrada custa R$ 4 (inteira) e R$ 2 (estudantes).

    A visita é feita de cima para baixo. No terceiro andar, há um vídeo sobre o surgimento dos idiomas e a Praça da Língua, com textos (projetados no chão de vidro) que introduzem o tema.

    Os usos cotidianos do português do Brasil, a influência dos diferentes idiomas ao redor do mundo e uma linha do tempo -que mostra como nossa língua resulta da união do português original, das línguas ameríndias e das africanas- são os tópicos do segundo andar, abordados em um painel de 106 m com 11 projeções de vídeo simultâneas, em totens informatizados e até em um jogo "hi-tech", no qual o público manipula virtualmente sufixos e prefixos.

    O primeiro pavimento é destinado a mostras temporárias, e a de abertura, criada por Bia Lessa, é uma homenagem aos 50 anos de "Grande Sertão: Veredas", obra-prima de Guimarães Rosa. O fac-símile da primeira edição está lá na íntegra, em bandeiras penduradas que o espectador puxa até o chão para ler. São sete as formas de seguir a exposição, cada uma do ponto de vista de um personagem do livro -como Diadorim, Riobaldo e o Diabo. No mesmo piso, dez computadores permitem o acesso ao site do museu, que entra no ar também na terça.

    O projeto, orçado em R$ 37 milhões, é fruto da parceria entre a Secretaria de Educação, IBM do Brasil, Correios, TV Globo, Petrobras, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Instituto Vivo, Votorantin, Eletropaulo e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A realização é da Fundação Roberto Marinho e da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

    Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (0/xx/11) 3221-1820.

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