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17/10/2006 - 15h19
Crianças brasileiras no Japão têm dificuldades para estudar

Da redação
Em São Paulo


Os governos do Brasil e do Japão planejam ações para prestar apoio a 50 mil filhos de brasileiros que vivem naquele país, onde, diante das dificuldades impostas pela língua, muitas crianças não se adaptam às escolas públicas.

Estima-se que cerca de 40 mil jovens freqüentam estabelecimentos particulares de educação básica, com proposta pedagógica dirigida a brasileiros. Algumas não são reconhecidas pelo governo japonês, o que inviabiliza o prosseguimento dos estudos.

O Ministério da Educação calcula que 9 mil crianças brasileiras estão matriculadas em escolas públicas japonesas. De uma forma geral, são filhos de brasileiros que vivem situação mais estável naquele país.

De acordo com os dados estatísticos disponíveis, 90% dos brasileiros que vão para o Japão retornam ao Brasil depois de quatro anos. Com essa perspectiva, matriculam seus filhos em escolas para brasileiros.

O governo brasileiro pretende que a formação no ensino básico (fundamental e médio) adquirida no Japão em instituições de ensino para brasileiros garanta às crianças a continuidade dos estudos no Brasil.

Para isso, é necessário um programa de avaliação das escolas, que deve ser proposto pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Um grupo coordenado pela Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) também discute como oferecer formação aos professores e, assim, fortalecer as escolas.

"A nossa reivindicação é que essas escolas sejam inseridas no sistema educacional japonês", explica o secretário de educação básica, Francisco das Chagas Fernandes. "Muitas não são reconhecidas como escolas, são vistas pelo governo como empresas privadas."

O reconhecimento, além de permitir ao estudante a continuidade dos estudos em escolas japonesas, possibilita às instituições a assinatura de convênios e outras facilidades, como a redução de exigências legais para o funcionamento, o que reduz os custos.

Além da SEB, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), o CNE e a Assessoria Internacional do MEC discutem formas de avaliação continuada dessas escolas. Em reunião na semana passada, representantes desses órgãos e do Ministério das Relações Exteriores definiram a criação de uma comissão que vai discutir o tema com o governo japonês.
As informações são da assessoria do MEC



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