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05/09/2007 - 15h13
Reforma ortográfica não deve sair em 2008, diz ministro

Da redação
Em São Paulo


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  • A reforma ortográfica da língua portuguesa, prevista para entrar em vigor em janeiro de 2008, não deverá acontecer na data preestabelecida. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que a nova regra não será implantada devido à demora de Portugal em assinar o acordo que prevê as mudanças. A informação foi publicada nesta terça-feira (4) pela Folha Online.

    Oito países fazem parte do acordo: Brasil, Portugal, Timor Leste e cinco nações africanas (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe).

    Em princípio, a ortografia comum da língua portuguesa já pode entrar em vigor, porque três dos países lusófonos - Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - já ratificaram o acordo e o protocolo modificativo, aprovados em julho de 2004, em São Tomé, durante cúpula da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

    O protocolo modificativo permite que o acordo vigore com a ratificação de apenas três países da CPLP, sem a necessidade de aguardar que todos os outros membros da organização adotem o mesmo procedimento. Portugal já ratificou o acordo, mas ainda falta ratificar o protocolo modificativo.

    O objetivo da reforma é incentivar a utilização do idioma por organizações internacionais.

    Se e quando a reforma entrar em vigor, haverá um período de transição para que os Ministérios da Educação da CPLP, associações e academias de letras, editores e produtores de materiais didáticos possam, gradualmente, reimprimir livros, dicionários, cartilhas e outros materiais.

    Mudanças na ortografia
    Segundo especialistas, as modificações propostas no acordo devem alterar 1,6% do vocabulário de Portugal. Os portugueses deixarão de escrever "húmido" para usar a nova ortografia - "úmido".

    Desaparecem também da língua escrita em Portugal o "c" e o "p" nas palavras onde estas letras não são pronunciadas, como em "acção", "acto", "baptismo", "óptimo".

    No Brasil, a mudança será menor, já que apenas 0,45% das palavras terão a escrita alterada. O trema utilizado pelos brasileiros desaparece completamente.

    Outro exemplo é o fim do acento circunflexo nas paroxítonas terminadas em "o" duplo ("vôo" e "enjôo"), usado na ortografia do Brasil.

    O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação do "k", "w" e "y". Apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

    As informações são da Folha Online e da Agência Lusa


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