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Haddad deixou um pouco a desejar na periferia quando prefeito, diz Boulos

Guilherme Boulos (PSOL) apoiou Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2018  - Ricardo Stuckert
Guilherme Boulos (PSOL) apoiou Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2018 Imagem: Ricardo Stuckert

Do UOL, em São Paulo

01/08/2020 12h07

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o professor e líder sem-teto Guilherme Boulos (PSOL) disse, em entrevista publicada pela revista Veja SP, que Fernando Haddad (PT) deixou a desejar em algumas políticas públicas na periferia quando foi prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016.

Boulous, no entanto, ressaltou qualidades da gestão de Haddad. O PT ainda não definiu o candidato para as eleições municipais deste ano, mas em teoria os dois partidos disputam um mesmo perfil de eleitorado.

"Haddad deixou a desejar em algumas políticas públicas na periferia. O investimento em saúde, muito a cargo das organizações sociais (OS), sem fazer a gestão direta, foi um dos fatores. O outro foram as políticas de moradia popular, que dependiam do Minha Casa Minha Vida. Por outro lado, houve avanços importantes, como a abertura da Avenida Paulista e as ciclovias", disse.

Sobre os seus objetivos nas eleições: ele listou dois, assim descritos por ele: "derrotar o bolsonarismo e a hegemonia dos tucanos".

"Os tucanos têm dois candidatos, o Bruno (Covas, PSDB-SP) e o Márcio França (PSB-SP), que foi vice do (Geraldo) Alckmin (no governo de São Paulo) e apoiou o (João) Doria em 2016 (na candidatura à prefeitura). Ele é, portanto, corresponsável pela atual gestão", disse.

Boulos ainda fez críticas à gestão atual da prefeitura, inclusive em relação ao combate da pandemia do novo coronavírus.

"A gestão do Doria foi um dos maiores desastres da história da cidade. Ele usou a capital como trampolim para se tornar governador. Gosto do Bruno (Covas) como pessoa, sou solidário à doença dele, mas enquanto prefeito ficou na sombra do Doria. São Paulo está sem rumo, sem projeto", disse.

"Quando se opôs à política genocida do Bolsonaro, o Bruno foi bem. Mas, para um gestor, não basta falar para a população ficar em casa. Ele não é consultor de autoajuda e fracassou", completou.

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