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Eleitor sem máscara será impedido de entrar na seção, alerta Barroso

"Os segredos são distanciamento, máscara e higienização das mãos", disse o presidente do TSE - Nelson Jr./SCO/STF
"Os segredos são distanciamento, máscara e higienização das mãos", disse o presidente do TSE Imagem: Nelson Jr./SCO/STF

Do UOL, em São Paulo

09/09/2020 11h50Atualizada em 09/09/2020 12h12

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, disse hoje que as pessoas que forem votar sem máscara serão impedidas de entrar na seção eleitoral. A determinação é parte do protocolo sanitário adotado pelo TSE neste ano para permitir a realização das eleições municipais sem expor a população ao coronavírus.

"Não haverá nenhuma troca de objetos, nem contato físico [dos eleitores] com o mesário. Os segredos são distanciamento social, uso de máscara e higienização constante das mãos. Se o eleitor estiver sem máscara, ele não vai ser autorizado a entrar na seção eleitoral", explicou o ministro em entrevista à GloboNews.

Os protocolos, acrescentou Barroso, não se aplicam só aos eleitores. Cada mesário receberá três máscaras, um protetor facial (face shield) e um frasco de álcool em gel. Em nenhum momento do processo haverá contato entre eleitor e mesário, e a população poderá higienizar as mãos tanto na entrada quanto na saída da seção eleitoral.

Segundo o ministro, a principal preocupação do TSE com este plano foi evitar aglomerações e filas. Entre as providências tomadas, estão a suspensão da biometria e a prorrogação do horário para votar — normalmente das 8h às 17h, agora das 7h às 17h. Barroso afirmou que a hora adicional é ideia baseada em cálculos e será suficiente para reduzir filas.

"Tudo que nós fizemos foi com consultoria médica, consultoria estatística. O Insper, a USP [Universidade de São Paulo] e a Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz] nos ajudaram no relatório. Tudo que é razoável fazer para assegurar a proteção dos mesários e dos eleitores nós fizemos, mas 100% garantido [que não há risco de contaminação], só se não tivesse eleição", reconheceu.

Questionado sobre as fake news, o ministro se mostrou satisfeito com relação à atuação do TSE e dos tribunais regionais para combatê-las. Ele admitiu que a luta contra a desinformação "nem sempre é fácil", mas afirmou estar trabalhando com as redes sociais, como Twitter e Facebook, para que o problema não atrapalhe as eleições.

"Nós vamos enfrentar as fake news pelo controle do comportamento inautêntico, não do conteúdo", explicou, fazendo menção aos robôs e perfis falsos. "A democracia é um debate de razões. Nós estamos fazendo uma grande campanha para que o Brasil possa se orgulhar desse processo eleitoral."