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Jilmar Tatto: Covas foi cruel, insensível e omisso na pandemia

Luana Massuella

Colaboração para o UOL

30/10/2020 11h29

Jilmar Tatto, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, falou hoje que o principal erro da gestão de Bruno Covas (PSDB) foi a insensibilidade do prefeito durante a pandemia. "Omissão, insensibilidade e crueldade. Porque a prefeitura, neste momento, tem R$ 19,6 bilhões em caixa. Deveria fazer a testagem em toda população, a começar pelas crianças e idosos da cidade de São Paulo. Não está fazendo. Deveria estar reformando as escolas, para preparar, inclusive, a volta às aulas, provavelmente no ano que vem."

É uma insensibilidade muito grande por parte do prefeito. Ele não está nem aí, ele está tratando a pandemia de forma burocrática, de forma insensível, sendo que a prefeitura tem dinheiro em caixa, e poderia estar fazendo uma grande frente de guerra de combate à pandemia.

A declaração do candidato foi dada durante sabatina promovida pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, comandada pelo colunista do UOL Diogo Schelp e Camila Mattoso, editora do "Painel", da Folha.

Segundo Tatto, esse tratamento dado pela prefeitura da capital foi por "falta de experiência" de Covas. "Por não saber cuidar de povo, por não ter sensibilidade, que é próprio do PSDB. Foi assim com [governador João] Doria. O Doria assumiu a prefeitura, falou que ia ficar quatro anos, e foi embora", disse. O candidato ainda criticou o governador dizendo que ele "politiza" a pandemia.

Comissão para investigar gestão

Uma das propostas do candidato à Prefeitura pelo PT é montar uma comissão para investigar a morte de paulistanos por covid-19 durante a pandemia. O candidato fala em denúncias, como a falta de equipamentos e ausência de testagem de profissionais da saúde. "Essa comissão é para verificar se a prefeitura procedeu de forma adequada na pandemia", disse.

"Vários profissionais da saúde que morreram, e que têm denúncias do sindicato dos servidores, sindicato também dos médicos, de falta de equipamentos, da troca de equipamentos", afirmou. O candidato ainda falou sobre falta de testagem dos profissionais da saúde.

Tatto ainda disse não comparar Bruno Covas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Bolsonaro é um caso à parte, Bolsonaro é um caso de saúde pública, de insanidade.

Transporte público

O candidato tem como proposta ampliar o benefício da tarifa zero no transporte público. "Nós vamos implantar o passe para os desempregados, reduzir as tarifas aos domingos, madrugada e feriados para R$ 2. E, para aquelas pessoas que vão fazer exames, ou cirurgias eletivas, terão direito à passagem com acompanhamento de graça", disse.

"Eu tenho responsabilidade fiscal, e na prefeitura, é completamente possível, você ter algumas medidas para ampliar o benefício da tarifa zero na cidade", disse.

Apoio de Lula na campanha

Tatto falou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria a figura "que mais consegue transferir voto" na campanha atual. "O PT na cidade de São Paulo é muito forte, tem capilaridade muito forte", afirmou. "O presidente Lula, do ponto de vista comparativo com Doria, e [Celso] Russomano, é a figura que mais consegue transferir voto quando você pergunta se você votaria com certeza no candidato do presidente Lula."

Sobre o cenário do segundo turno, o candidato do PT falou que seus grandes adversários são Russomano e Bruno Covas, e afirmou que irá se unir a partidos progressistas para criar frente ampla. Sobre apoio de artistas à candidatura de Guilherme Boulos (PSOL), Tatto afirmou que o candidato é como se fosse "seu irmão mais novo".

O Boulos é o meu irmão mais novo. Vocês jamais vão ver eu falando mal do Boulos, não vou falar, ele tem a história dele.