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Rogério Lins é reeleito no primeiro turno prefeito de Osasco

Rogério Lins (Podemos) é reeleito prefeito de Osasco - Aloisio Mauricio/FOTOARENA/Estadão Conteúdo
Rogério Lins (Podemos) é reeleito prefeito de Osasco Imagem: Aloisio Mauricio/FOTOARENA/Estadão Conteúdo

Beatriz Montesanti

Colaboração para o UOL

16/11/2020 00h29Atualizada em 16/11/2020 01h31

O atual prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), foi reeleito neste domingo (15). Após ter sido preso por uma acusação de contratação de funcionários fantasmas quando ainda era vereador, Lins fez uma ampla coligação, reunindo 14 partidos, e conseguiu sair vitorioso no primeiro turno.

Com quase 100% das urnas apuradas, Lins tinha 60,94% dos votos válidos.

Neste ano, Lins, 42, enfrentou outros sete candidatos na cidade de Grande São Paulo, entre eles Emidio de Souza, ex-presidente do PT em São Paulo e advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A seu lado, a vice Ana Maria Rossi (PL), mulher do ex-prefeito Francisco Rossi, continuará no segundo mandato.

Antes de ser prefeito, Lins foi vereador da cidade entre 2009 e 2016. Em 2014, lançou candidatura para deputado estadual, mas não vingou.

Nas últimas eleições, foi eleito no segundo turno com 61% dos votos com um discurso de renovação política. Pouco depois, ele e 13 vereadores foram presos, acusados de contratar funcionários públicos fantasmas na Câmara Municipal.

Lins pagou R$ 300 mil de fiança e assumiu a prefeitura 48 horas após deixar a prisão. Ele nega irregularidades e, desde 2017, o processo está em segredo de Justiça.

Sua coligação conta com apoio recorde de outros 14 partidos: PTC, PSB, PSDB, PCdoB, Avante, PP, Rede, Patriota, PDT, DEM, MDB e Cidadania.

Segunda cidade mais rica do estado e quinta mais populosa, com quase 700 mil habitantes, Osasco ainda enfrenta grandes problemas como o do transporte coletivo —um dos mais caros da região metropolitana, custando R$ 4,50.

Uma das mais importantes medidas de Lins à frente da prefeitura foi a criação do bilhete único, mas moradores reclamam da falta de integração dos ônibus locais com o transporte metropolitano, o que encarece ainda mais as viagens.