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Após web resgatar foto com Bolsonaro, Covas diz que anulou voto em 2018

Selfie de março de 2019 de Bruno Covas ao lado de Luiz Eduardo Ramos (na época chefe do Comando Militar do Sudeste), do presidente Jair Bolsonaro e do governador João Doria - Reprodução
Selfie de março de 2019 de Bruno Covas ao lado de Luiz Eduardo Ramos (na época chefe do Comando Militar do Sudeste), do presidente Jair Bolsonaro e do governador João Doria Imagem: Reprodução

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

18/11/2020 11h23

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), negou hoje cedo que simpatize com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com quem posou para fotos no ano passado. De acordo com Covas —que ontem recebeu o apoio de Celso Russomanno (Republicanos)—, ele anulou o voto para presidente no segundo turno da eleição de 2018.

A resposta do tucano se deve a uma selfie publicada por ele em março do ano passado ao lado do presidente e do governador paulista João Doria (PSDB) e que ontem viralizou. Na época chefe do Comando Militar do Sudeste, o atual ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também está na foto.

"Anulei meu voto na eleição presidencial de 2018 por não ver em Bolsonaro discurso que agregasse discurso democrático na campanha dele", afirmou após caminhar pelo comércio na zona sul da cidade.

Covas disse ainda que já se posicionou contrariamente "a ações que ele diz, como quando o então ministro da educação disse que faria revisão dos livros de história para que a ditadura não fosse viste como uma ditadura militar".

"Mantenho meu posicionamento contrário aos posicionamentos dele, seja na área de direitos humanos, ambiental, cultural", disse. "Não vou mudar para ganhar eleição ou apoiador."

Apoio de Russomanno

Covas disse ainda que ligou para Russomanno - apoiado por Bolsonaro no primeiro turno - para pedir seu apoio.

"O apoio foi costurado com o Marcos Pereira, depois conversei com o Russomanno que aderiu sem nenhum tipo de contrapartida, como participação em secretaria", disse.

"Ele teve 10% dos votos, não tem o menor problema em agregar apoio até porque estamos falando de apoios programáticos para a cidade de São Paulo", concluiu.