Federação diz que Pablo Marçal não é coach: 'Uso inapropriado do termo'

A ICF (Federação Internacional de Coaching) no Brasil emitiu uma nota negando que o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) seja coach. Ao UOL, Marçal elogiou o posicionamento.

O que aconteceu

A entidade afirmou: "O uso inapropriado do termo 'coach' prejudica fortemente toda a categoria e os profissionais sérios que atuam na área". A ICF diz ser a maior organização global de coaches. "Os riscos de qualquer pessoa se intitular 'coach' sem condições técnicas para tanto é o mesmo de alguém se intitular, por exemplo, jornalista, psicanalista ou outra profissão que não possua uma estrutura verdadeiramente representativa, que cuida e garanta a boa prática profissional norteada por altos parâmetros de qualidade e ética aceitos mundialmente."

Marçal elogiou o posicionamento da ICF. "Fico feliz em ver a ICF Brasil se posicionar, informando que essa abordagem está realmente prejudicando quem de fato atua como coach, uma profissão legítima e que ajuda milhões de pessoas a alcançarem seus objetivos. Isso precisa parar e eles devem acionar judicialmente todo veículo que insistir em me chamar de coach, como se fosse algo pejorativo", disse.

Pablo Marçal se descreve como "ex-coach". "Ninguém chama o Lula de metalúrgico. Eu não respondo por isso mais, não faço essa função. Hoje eu sou CVO [Chief Visionary Officer, ou diretor visionário, em português] do nosso grupo", disse ele em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Ele não gosta de ser chamado de coach, prefere "mentor" ou "estrategista digital". Com milhões de seguidores nas redes sociais, ele ficou conhecido em 2022, ao liderar uma expedição ao Pico dos Marins, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo. Ele ignorou alertas de ventos fortes e levou 30 pessoas que não tinham experiência em montanhismo ao local, e o grupo teve de ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

Marçal se candidatou à Presidência pelo Pros em 2022. Posteriormente, Marcus Holanda, ex-presidente do partido, disse que um dos motivos para ter aceitado a candidatura foi uma "vacona" que o ex-coach prometeu fazer com seus seguidores, que poderia render até R$ 200 milhões à legenda. O influenciador negou ter feito qualquer compromisso nesse sentido.

Na última pesquisa Datafolha para a Prefeitura de São Paulo, Marçal apareceu com 7% das intenções de voto. Ele está empatado tecnicamente com candidatos como Datena (PSDB) e Tabata Amaral (PSB).

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