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08/12/2004 - 16h18

Metade dos trabalhadores do mundo ganha menos de R$ 6 ao dia

[selo]
Da Redação
Em São Paulo
Metade dos trabalhadores em atividade no mundo ganham até US$ 2 ao dia -o equivalente a R$ 5,4, com base no câmbio desta quarta-feira (8/12). A informação integra o Relatório Mundial de Emprego 2005, divulgado pela OIT (Organização Mundial do Trabalho).

Segundo o documento, 1,4 bilhão de trabalhadores em todo o mundo vivem com esse valor, abaixo da linha da pobreza. Essa parcela representa metade do contingente mundial de trabalhadores registrado no ano passado, da ordem de 2,8 bilhões de pessoas, o maior da história.

Do total de pessoas ocupadas, o estudo indica que 550 milhões sobrevivem com menos de US$ 1 por dia (menos de R$ 3). "Os trabalhadores hoje são, em grande número, pobres; trabalhar é insuficiente para ter um nível de vida adequado. Isso levanta questões importantíssimas em termos de geração de empregos, da política e empregos e da necessidade de melhores empregos", destacou o diretor da OIT no Brasil, Armand Pereira.

O relatório traz dados da América Latina e de outras regiões do mundo. "O que chama a atenção é que, comparada a algumas regiões como o Oeste Asiático e o Sudeste Asiático, a América Latina tem uma produtividade baixa, que evoluiu pouco", avaliou o diretor da OIT.

O documento chama a atenção ainda para o aumento de produtividade no trabalho agrícola, onde são maioria os trabalhadores informais e que vivem em situação de pobreza. "O trabalho agrícola emprega 40% dos trabalhadores nos países em desenvolvimento e contribui com 20% do seu PIB (Produto Interno Bruto)."

Até 2015, a OIT prevê uma redução de 50% na fatia da população que ganha até US$ 1 por dia, "Uma vez que o crescimento anual do PIB mundial teria que ser de 4,7%, menor que o crescimento anual de 5%, projetado entre 1995 e 2005", diz o relatório. "Mas a projeção sofre influência do rápido crescimento da China, do Sul e do Sudeste asiáticos." Para a América Latina e para o Caribe, a redução "muito provavelmente não acontecerá".

Para as pessoas que ganham até US$ 2 por dia (menos de R$ 6), a perspectiva de melhora não chega a 50% do bolo. Segundo a organização, a parcela de pessoas que ganham até US$ 2 pode atingir 40% em 2015. Entre 1990 e 2003, esse índice caiu de 57,2% para 49,7%.

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