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25/07/2008 - 18h44

Setor industrial contrata 40% dos portadores de deficiência em São Paulo

Da Agência Brasil
A indústria de transformação foi o setor que mais contratou trabalhadores portadores de deficiência física no Estado de São Paulo, de janeiro a abril deste ano. Balanço divulgado na quinta (24) pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo mostra que esse setor industrial foi responsável por 40,46% do total de contratações, com a criação de 32.688 postos de trabalho para deficientes.

O setor participa com 31,36% da cota do Estado, com a necessidade de preencher 80.799 vagas. Só São Paulo responde por 42,77% das cotas de todo país: precisa preencher 257.686 vagas, das quais 82.301 já estão preenchidas, representando um percentual de inserção de 31,94%.

Em seguida vem o comércio, que tem a cota de 15,61%, com 30,87% de inserção, ou seja, 12.416 portadores de deficiência trabalhando. O terceiro lugar fica com o setor de serviços, com a cota de 16,98% do total de vagas, que inseriu no mercado 21,835% da meta, com 9.556 novos postos de trabalho. Os dados são resultantes do Programa de Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho desenvolvido dentro do Programa Interinstitucional da superintendência.

De acordo com a superintendente regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, Lucíola Rodrigues Jaime, o objetivo do programa, que é executado só em São Paulo, é sensibilizar e orientar empresários, com prazos ampliados para o cumprimento da Lei de Cotas, que determina que 2% a 5% do quadro de funcionários das empresas com cem ou mais empregados seja composto por pessoas com deficiência.

O programa prevê ainda o monitoramento mensal das metas de inclusão das empresas. "Nosso objetivo não é multar as empresas, e sim buscar resultados. Para isso, temos o Pacto Coletivo para Inclusão das Pessoas com Deficiência, que chama os sindicatos para dar mais credibilidade à ampliação dos prazos exigindo uma contrapartida deles."

Entre as exigências para que empresas ligadas a sindicatos possam aderir ao pacto e ter dois anos para cumprir as metas estão a capacitação dos trabalhadores, criação de um banco de dados e implantação de um programa interno com objetivo de reduzir a discriminação no ambiente de trabalho.

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