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15/10/2008 - 10h18

Crise pode reduzir número de novas indústrias e empregos do setor, diz economista

Da Agência Brasil
A crise financeira internacional pode causar impactos no desenvolvimento industrial do Brasil. Foi o que afirmou na terça (14), em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o direto-executivo e economista-chefe do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), Júlio Gomes de Almeida.

Ele previu que os investimentos no setor podem ser reduzidos com a crise, o que significa a redução do número de novas fábricas e de novos empregos. "Temos uma indústria forte, mas vamos sentir a crise", disse.

Segundo Almeida, a euforia causada pela recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), na segunda (13), é precipitada. O economista faz o alerta: a crise não acabou.

Além disso, seus efeitos ainda não chegaram ao Brasil, pois, em uma economia periférica, que não está no centro da crise, os impactos são sentidos mais tarde. "Foram realizados muitos investimentos na indústria e em outros setores. No entanto, esses investimentos são uma aposta para o futuro e agora o futuro está incerto".

Mesmo assim, Almeida acredita que o Brasil e outros países emergentes podem aproveitar o momento como uma "brecha" para o crescimento, basta adotar as políticas corretas.

Ele relembrou que, em 1929, por exemplo, quando a recessão econômica afetou todo o mundo, o país soube enfrentar o problema, apesar de ter a economia centralizada no café e a industrialização no início do desenvolvimento. "Se, no passado, o Brasil optou pela proteção do café, agora pode fazer uma política de defesa na área do agronegócio e da indústria e sair dessa crise mais forte", acrescentou.

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