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20/10/2008 - 13h22

Concurso para juiz em MS pede que candidato conheça dez autoridades

Da Redação
Em São Paulo
No concurso para juiz no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, os candidatos têm, além de saber bem o direito, fazer uma boa rede de relações, indicando dez autoridades que o conheçam -- normalmente, as seleções pedem apenas três. A informação é de reportagem da Folha de S.Paulo, publicada no domingo (19).

Segundo o edital do concurso, que está na fase da prova oral (marcada para o dia 31), os interessados tiveram de apresentar, no momento da inscrição definitiva, "relação de, no mínimo, dez autoridades, sendo cinco judiciárias, com indicação de seus endereços atualizados e completos, que possam fornecer informações sobre o candidato". São ofertadas 22 vagas, com salário de R$ 18.957,64. Inscreveram-se na seleção 1.416 candidatos.

No texto da Folha, a candidata de Curitiba (PR) Zenice Mota Cardozo, 39, diz que é difícil encontrar autoridades que conheçam o candidato. "Você tem que incomodar dez autoridades antes mesmo de ser aprovado".

Em Alagoas, o concurso do TJ, com 15 vagas para juiz, pediu "dois nomes, com endereços, de autoridades judiciárias com as quais [o candidato] tem estado ou esteve em contato profissional e ou acadêmico".

No TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Rio, cujas inscrições foram abertas nesta segunda (20), o edital pede a indicação de três "autoridades judiciárias ou professores universitários". No TRT do Maranhão, o candidato teve de indicar "nome e endereço de três pessoas (autoridades ou professores universitários)".

Segundo a assessoria de imprensa do TJ-MS, o requisito existe desde a década de 70 (início dos concursos do tribunal) e nunca houve reclamação, mas, segundo o presidente do órgão, João Carlos Brandes Garcia, a regra pode ser revista.

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