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04/03/2010 - 12h02

Em SP, 17% das mulheres ainda atua no setor de serviços domésticos, segundo Dieese

Da Redação
Em São Paulo

Estudos publicados pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e o Conselho da Condição Feminina, nesta quinta (4), em virtude do Dia Internacional da Mulher, revelam que apesar do setor de serviços ser o principal gerador de empregos femininos, os serviços domésticos são o segundo em importância na região metropolitana de São Paulo.

 

 

Em termos de perfil etário das domésticas, predominam as mulheres adultas, com idade entre 25 e 49 anos, nos dois períodos analisados. Houve, também, o envelhecimento dessa mão de obra, principalmente pela diminuição da parcela de jovens de 18 a 24 anos e pelo crescimento daquela de 50 a 59 anos.

 

Apesar de não ser predominante, aumentou a participação de trabalhadoras com ensino médio completo ou superior incompleto, acréscimo possivelmente relacionado à prestação de serviços de saúde no domicílio, como as ocupações de babás e cuidadoras, que requerem maior qualificação e escolaridade. Essas ocupações, no total de empregados domésticos, aumentaram de 7,9%, no biênio 1999/2000, para 11,3%, em 2008/2009.

 

Outro estudo, contido no Boletim Mulher & Trabalho, mostra que a taxa de participação das mulheres (proporção em idade ativa que participa do mercado de trabalho como ocupada ou desempregada) na Região Metropolitana de São Paulo, que em 2008 atingira 56,4%, diminuiu para 55,9% em 2009. Essa redução da presença feminina no mercado de trabalho ocorreu, principalmente, entre as jovens, as que ocupam a posição de filha no domicílio em que residem, aquelas menos escolarizadas e as negras.

 

A taxa de desemprego total das mulheres diminuiu pelo sexto ano consecutivo, embora com menor intensidade do que nos anos anteriores, passando de 16,5%, em 2008, para 16,2%, em 2009.

 

O rendimento médio real por hora das mulheres ocupadas aumentou 3,0% e passou a corresponder a R$ 6,17, valor que equivale a 79,8% do atribuído aos homens (R$ 7,73). Já a remuneração média masculina reduziu-se em 1,4%, o que diminuiu a diferença entre os dois rendimentos.

 

Com informações da Fundação Seade
 

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