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13/05/2011 - 07h00

Bastidores da entrevista de emprego: o que profissionais fazem, mas não deveriam fazer

Por Viviane Macedo
Em São Paulo

Quem nunca ficou ansioso antes de uma entrevista de emprego? Este nervosismo é normal e quando bem administrado não causa problema algum para o candidato. Na maioria dos casos, um pouco de tempo é o suficiente para agir com naturalidade diante do selecionador.

 

 

 

O perigo começa quando o profissional fica excessivamente à vontade, a ponto de perder o foco. Segundo os especialistas em recrutamento e seleção ouvidos pelo UOL Empregos, isso acontece e muito.

 

“Quando pensamos em erros de candidatos em entrevistas, geralmente associamos a falar mal da empresa, assassinar a língua portuguesa ou ao não comparecimento à entrevista sem prévio aviso. No entanto, algumas gafes são bem diferentes disso e nos levam a pensar como as pessoas estão despreparadas para entrevistas e dinâmicas de grupo”, diz Denise Cavalcanti, gerente da Luandre – consultoria de Recursos Humanos.

 

 

Na seleção

Denise reuniu algumas de suas consultoras de recrutamento e seleção para contar ao UOL Empregos um pouco dos bastidores das entrevistas.

 

Entre as histórias lembradas por elas está a de uma candidata que chegou com seis horas de atraso. Quando foi questionada sobre o motivo da demora, respondeu: “Vou ser sincera. É que eu não quero mais atuar nesta área. Eu só me formei nesta profissão porque os meus pais me obrigaram. Estou cansada! Já atuo nisso há 15 anos, mas como você falou que a vaga é temporária, acho que eu aguento”.

 

“A espontaneidade dos jovens é algo surpreendente”, brinca Denise. Ela conta que durante outra entrevista, um candidato revelou que adorava sair. Ao ser questionado sobre os lugares onde frequentava, respondeu: “Gosto de música alta e sair todos os finais de semana, inclusive sábado bebi até cair”.

 

 

“Renata ingrata”

Renata Damásio, consultora da Cia de Talentos, também já passou por uma situação inusitada durante um processo seletivo. “Eu estava fazendo a seleção de candidatos para uma área muito específica e sabia que aquelas pessoas não estavam acostumadas com entrevistas de emprego. Por isso, deixei o grupo bem à vontade, expliquei como funcionava a dinâmica e comecei”, diz Renata.

 

Para ela seria apenas mais uma seleção, não esperava que um dos candidatos, ao ler seu nome no crachá, começasse a cantar. “Em voz alta e para o meu espanto ele começou a cantar. Renata ingrata... E cantou pelo menos o começo da música. Os outros candidatos caíram na risada”, conta.

 

A consultora diz que ficou espantada com a situação. Foi à frente da sala e, com postura firme, disse novamente que aquilo era uma seleção séria e os candidatos estavam sendo avaliadas do começo ao fim. “Falei que não era amiga deles, estava ali realmente para avaliá-los e situações como aquela não podiam acontecer e prejudicavam o processo”, diz. A ordem foi refeita.

 

 

De olho no comportamento

Situações como as relatadas pelas consultoras prejudicam a imagem do profissional e dificultam sua colocação no mercado.  Para não correr este risco, a dica é ser o mais discreto possível e não misturar vida pessoal com este momento de avaliação. “Você tem de ter uma postura serena e elegante. Não cabe contar piada, dar gargalhada”, aconselha Matilde Berna, diretora da Right Management.

 

Outro ponto ressaltado por ela é com relação a comentários. “Não pense que o selecionador é seu amigo simplesmente porque ele foi simpático com você. Evite fazer comentários pessoais. No caso de perceber que conhecem pessoas em comum, por exemplo, opte pela discrição.”, alerta.

 

O drama e as tragédias também devem ser evitados. “Nada de respostas com histórias dramáticas. Não fuja do foco da entrevista”, diz. “E choro, nem pensar. Profissionalismo sempre”, finaliza Matilde.

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