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31. Membros do Conselho de Ética usaram passagens e ajudam financiadores de suas campanhas

Fernando Rodrigues
Colunista do UOL, Em Brasília
atualizada em 18.05.2009
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Poder e Política

Data de Divulgação

20.04.2009

O escândalo

Integrantes do Conselho de Ética usaram passagens para ir ao exterior com parentes, segundo revelou a "Folha" (aqui): Cinco titulares e dois suplentes gastaram um total de 54 bilhetes em passagens internacionais.

Dagoberto Nogueira (PDT-MS) bancou 16 passagens para familiares e funcionários para Miami, Paris, Milão e Buenos Aires. Também foi aos Estados Unidos e a Itália. No dia 1º de maio, o jornal "O Globo" noticiou que Dagoberto renunciou ao seu cargo no Conselho de Ética (Leia aqui).

Moreira Mendes (PPS-RO) levou mulher e filho para Miami com passagens pagas pela Câmara.

Waldir Maranhão (PP-MA) emitiu três bilhetes para Londres.

Ruy Pauletti (PSDB-RS) emitiu duas passagens para Paris, duas para Milão e mais duas para Miami.

Nazareno Fonteles (PT-PI) usou cinco bilhetes em nome de terceiros para Miami.

Fernando Coruja (PPS-SC) usou passagens para familiares e uma funcionária para Paris e Buenos Aires.

Marcelo Melo (PMDB-GO) emitiu passagens para si e familiares para Miami e Buenos Aires.

No dia 18 de maio, o Correio Braziliense (aqui) mostrou que membros do conselho beneficiam financiadores de suas campanhas, além de responder a processos no STF.

Em 2004, o presidente do conselho José Carlos Araujo (PR-BA) apresentou um requerimento para o Ministério dos Transportes firmar uma parceria com a empresa Veracel Celulose, da qual ele recebeu R$100 mil reais para se eleger. Ele diz não haver qualquer relação entre as duas coisas.

Moreira Mendes (PPS-RO) apresentou um projeto para facilitar a expedição de registro de armas, ampliando essa atribuição para a Polícia Civil dos Estados. Membro da "bancada da bala", ele recebeu R$10 mil da fabricante de armas Taurus e R$ 50 mil da Companhia Brasileira de Cartuchos na sua última campanha.

O deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP) é acusado em 12 ações por crimes de ordem eleitoral, ambiental, contra a ordem tributária e por crime de responsabilidade fiscal no Supremo Tribunal Federal.

Urzeni Rocha (PSDB-RR) é acusado de formação de quadrilha, peculato e por crime contra o meio ambiente.

Wladimir Costa (PMDB-PA) é acusado em duas ações e um inquérito.

Sérgio Moraes (PTB-RS), o deputado que "se lixa" para a opinião pública, é réu em duas ações nas quais responde por crime de responsabilidade.

Mauro Lopes (PMDB-MG) admitiu usar a sua verba indenizatória no seu próprio posto de gasolina.

O que aconteceu?

Nada.

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