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09/07/2010 - 13h33 / Atualizada 09/07/2010 - 14h20

Alagoas apresenta programa de reconstrução das cidades no valor de R$ 1 bilhão

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

O governo de Alagoas apresentou nesta sexta-feira (9) o programa de reconstrução das cidades atingidas pelas enchentes no mês de junho. Segundo o coordenador dos trabalhos, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Luiz Otávio Gomes, o levantamento dos danos aponta para um prejuízo total de R$ 1 bilhão, que inclui os danos físicos, ambientais e sócioeconômicos. As obras devem ter início até o começo de agosto.

“Somente as casas, que pelo programa Minha Casa, Minha Vida têm custo médio de R$ 40 mil, teremos que fazer 18.500 unidades. Só aí temos mais de R$ 700 milhões. Foi um prejuízo nunca visto na nossa história”, disse Gomes.

Segundo ele, do total do prejuízo com as enchentes, o Estado já recebeu R$ 75 milhões do governo federal, enquanto outros R$ 200 milhões devem ser depositados na conta alagoana até a próxima terça-feira. Mais recursos devem ser disponibilizados, à medidaque os relatórios de danos forem sendo concluídos e apresentados.

O Estado acredita que o reparo aos danos de infraestrutura pública, como sistemas de abastecimento de água, pontes, rodovias e ruas pode acontecer em 180 dias. “Nós temos a meta de reconstruir o Estado até dezembro. Temos os recursos do governo federal para gastarmos em seis meses. Nesse período, pelo estado de emergência decretado pelo Estado nos municípios atingidos, temos a dispensa da licitação e vamos pular essa fase da burocracia. As casas é que devem demorar um pouco mais, pois dependem da aquisição de terrenos”, explicou.

Os prejuízos calculados pelo Estado incluem também as perdas do setor privado. “Nós tínhamos, por exemplo, 357 km de ferrovias prontas para serem inauguradas no dia 29 de junho, e dois terços disso foram destruídos, causando prejuízo de R$ 55 milhões a R$ 60 milhões”, explicou.

O programa de reconstrução de Alagoas também prevê a participação da Defesa Civil e de órgãos públicos das áreas infraestrutura, comunicação, educação, meio ambiente, saúde e assistência social.

Entre as medidas anunciadas está também a criação da sala de crise, que vai concentrar as ações dos participantes do programa no Palácio República dos Palmares (sede do governo estadual). “A partir de agora teremos uma coordenação dos trabalhos, mas com a participação de todos. A fase emergencial, de 30 dias, está sendo encerrada e vamos começar agora um trabalho árduo de reconstrução”, disse.

Antecipação para moradias

Os recursos já anunciados pelo governo federal (R$ 275 milhões) foram destinados, exclusivamente, para a reforma de danos à infraestrutura, mas o Estado quer reservar ao menos R$ 50 milhões para dar início à reconstrução das casas atingidas. “Nós queremos construir com isso, entre 100 e 150 casas por município atingido. A medida seria emergencial, além das barracas de 25 m² que já foram adquiridas. Esse é um pedido que vamos fazer em conjunto com Pernambuco”, falou Luiz Otávio Gomes.

Segundo dados apresentados nesta sexta, quatro cidades foram, proporcionalmente, as mais atingidas. Segundo os dados, Murici teve 55,7% da população desabrigada e desalojada pelas enchentes, seguida por Quebrangulo (41,5%), Santana do Mundaú (35,3%) e Branquinha (34,4%). Elas devem ter prioridade no recebimento de recursos.

A Secretaria de Estado da Educação anunciou também o cálculo dos prejuízos com a destruição das escolas: R$ 80 milhões. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira, durante reunião com técnicos do Ministério da Educação, em Maceió.

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