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10/07/2010 - 11h29 / Atualizada 10/07/2010 - 11h33

Alagoas apresenta relatório oficial de enchentes e reduz número de mortos de 37 para 27

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

Depois de quase duas semanas informando que o número de mortos pelas enchentes do mês de junho era de 37, a Defesa Civil de Alagoas retificou nesta sexta-feira (9) o número de óbitos durante as cheias que atingiram 28 municípios.

Segundo os dados dos Avadans (relatório final de avaliação de danos), foram contabilizados oficialmente 27 mortos no Estado. Somando-se aos de Pernambuco, que sofreu com as mesmas chuvas no mês passado, o número chega a 47. O número de desaparecidos, que era de 69, também foi retificado: 29 pessoas continuam sem paradeiro. Em Pernambuco não há desaparecidos.

Em nota explicativa, a Defesa Civil de Alagoas esclareceu que “o número oficial de mortos tem como base os registros do Instituto Médico Legal e que nos primeiros boletins divulgados constavam informações passadas pelos familiares de vítimas do interior do Estado, podendo, inclusive, a mesma ocorrência ter sido notificada mais de uma vez, da mesma forma que foi verificado no número inicial de desaparecidos".

Os dados dos Avadans ainda mostram que as enchentes afetaram 268.186 pessoas no Estado. Dessas, 44.504 ficaram desalojadas e 27.757, desabrigadas. Os dados revelam ainda que 79 escolas e 45 unidades de saúde foram danificados ou destruídos. Os prejuízos materiais, ambientais e econômico-sociais foram estimados em R$ 954 milhões.

O UOL Notícias procurou o secretário-executivo da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel Denildson Queiroz, para que explicasse a mudança dos números, mas foi informado por ele que, “devido a um contratempo”, o órgão não iria mais dar declarações à imprensa, e que qualquer informação deveria ser solicitada à Secretaria de Estado da Comunicação.

Segundo a secretária adjunta da Comunicação, Eliane Aquino, a Defesa Civil Estadual apenas seguiu o que determina o órgão nacional. “Esses 10 mortos a mais que estavam nos boletins anteriores foram informados pelas prefeituras, mas quando formos analisar, eram extraoficiais. Ou seja, foram até informadas às autoridades, mas como não passaram pelo IML, não podem ser comprovadas como mortes por conta das enchentes”, explicou.
 

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