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15/07/2010 - 07h00 / Atualizada 15/07/2010 - 07h00

Estudo para definição de áreas para construções em AL deve levar dois meses

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

Depois do trabalho de socorro às vítimas das enchentes em Alagoas, a busca das autoridades agora é por locais seguros para receber as construções de prédios públicos e casas destruídas pelas cheias. Com 15 municípios devastados, a preocupação é retirar o mais rápido possível as cerca de 70 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas das moradias improvisadas.

O Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, esteve em Alagoas na terça-feira (12) e pretende iniciar na próxima segunda-feira (19) um trabalho de campo para mapear as áreas de risco que não podem receber construções. Mas o trabalho deve durar dois meses, o que, para o governo do Estado, é muito tempo.

Segundo o geólogo Paulo César Branco, da CPRM, os trabalhos serão divididos em quatro vertentes, e levam tempo porque vão apontar todos os aspectos que devem definir os locais indicados para a construção de bairros e cidades. “Vamos realizar estudos geotécnicos, geológicos, hidrológicos e de pedológicos [estudo dos solos] para identificarmos essas áreas. Esse é um trabalho extremamente necessário para não se cometer novos erros”, explicou.

Segundo ele, a grande quantidade de estudos é necessária não só para diagnosticar as áreas que podem ser alagadas, mas também aspectos como solo, riscos de deslizamentos e potencial hídrico para abastecimento das populações. “Nós vamos com uma equipe de pelo menos 20 profissionais, entre geólogos, engenheiros hídricos, geomorfólogos, engenheiro agrônomo e auxiliares”, complementou o geólogo.

Paralelamente aos estudos para construção das casas, o Serviço Geológico Brasileiro deve realizar, emergencialmente, um levantamento das áreas provisórias para as barracas de 25 m² que vão receber os desabrigados até que as moradias em definitivo fiquem prontas.

Todos os estudos em Alagoas e Pernambuco, segundo Branco, vão servir de base para que, em 2011, o governo federal monte na bacia dos rios que transbordaram um sistema de alerta de cheias. “Vamos continuar com os estudos hidrológicos mesmo após a definição das áreas, pois esse sistema vai permitir que tragédias como as de junho não se repitam”, afirmou.

Trabalhos já começaram, diz Estado
O secretário de Estado de Infraestrutura, Fernando Nunes, explicou que estudos prévios já tiveram início, e não há como o Estado esperar pelos laudos técnicos da CPRM.

“Foi uma coisa importante essa participação, mas porque a CPRM só apareceu no dia 13, e não antes? Não é uma crítica, é uma cobrança, porque existem locais que já foram avaliados por técnicos nossos, da Caixa Econômica e estão aptas a receber construções, e vamos dar início ao processo. As pessoas na situação precárias que estão não podem esperar” disse.

Segundo ele, apesar da urgência para o início das obras, todos os cuidados estão sendo tomados para que não existam construções em áreas que possam oferecer qualquer risco.

“Não vamos desprezar os levantamentos da CPRM, tanto que indicamos os locais que seriam prioridades, para que, à medida que os estudos fossem feitos, eles fossem nos informando sobre a condição dessas áreas já identificadas. Não é porque é um caso de urgência que não vamos fazer as coisas corretas. Afirmo: não vamos construir nada em área de risco”, disse.

Nunes afirmou ainda que há dificuldades em encontrar áreas para novas construções, especialmente no município de Santana do Mundaú.

“Está sendo analisada a hipótese de removermos a cidade para um local um pouco distante, mas que ofereça segurança. Estamos ainda em um processo de vários terrenos, mas existem essas dificuldades em alguns locais, como existiram facilidades em outros, como Rio Largo, que já apontou um local numa parte alta, com infraestrutura, que pode receber casas. Nessas áreas vamos dar início aos processos”, informou.

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