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11/08/2010 - 10h03 / Atualizada 11/08/2010 - 10h03

Após suspeita de irregularidade, AL vai recadastrar desabrigados das enchentes

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

Quase dois meses após as enchentes que deixaram 15 municípios em calamidade pública, Alagoas vai começar a recadastrar os desabrigados nesta quarta-feira (11). A medida atende a uma solicitação do Ministério Público Estadual (MPE), que suspeitou de irregularidade na contagem do número de pessoas atingidas.

A primeira cidade a refazer a contabilidade será São José da Laje, onde o promotor Jorge Dória denunciou uma possível "inflação" no número de atingidos. Os trabalhos serão comandados pela Secretaria de Estado da Assistência Social, junto com o MPE e prefeituras. O trabalho deve passar pelas cidades que tiveram casas destruídas.

Segundo relatório final da Defesa Civil, as enchentes deixaram 27 mortos e 29 pessoas desaparecidas no Estado. Além deles, 27.757 pessoas ficaram desabrigadas e 44.504, desalojadas. Ao todo, 18 mil casas foram destruídas pelas cheias dos rios.

O coordenador do programa de reconstrução, Luiz Otávio Gomes, afirmou que todos os abrigos improvisados em prédios públicos devem ser completamente desocupados nas próximas semanas. “Nossa meta é, até o final de agosto, estar com todas as família em barracas”, disse Gomes. Já as primeiras casas devem ser entregues até o final do ano.

Até o momento, apenas os municípios de Rio Largo e Quebrangulo tiveram projetos aprovados e iniciaram a preparação de terrenos para a construção de novos conjuntos habitacionais. Outras cidades já têm áreas definidas e aguardam pela aprovação de projetos. Os recursos para construção serão disponibilizados pela Caixa Econômica Federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. As prestações mensais das famílias serão pagas pelo Estado.

Até o momento, o Estado recebeu do governo federal R$ 275 milhões. Desse montante, R$ 200 milhões chegaram na última semana e ainda não foram utilizados. Segundo o Programa de Reconstrução, um plano de ação está sendo elaborado, mas o valor deverá ser gasto em reforma de estradas, pontes e sistemas de abastecimento, além de compra de terrenos onde serão construídas as novas casas.

Catapora e coqueluche
Passado o surto de casos de leptospirose, que matou duas pessoas em Alagoas, a preocupação da vez na área da saúde é com a catapora e a coqueluche. Três casos de catapora foram registrados em Murici em apenas três dias, na última semana, o que levou a Secretaria de Estado da Saúde a realizar uma vacinação de emergência no último sábado.

A segunda etapa da vacinação deverá acontecer nos próximos dias, quando o Estado receber mais mil doses da vacina do Ministério da Saúde.

Já casos de coqueluche foram registrados em Santana do Mundaú. Nesta quarta-feira, uma técnica do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais do Ministério da Saúde visitará as duas cidades para monitorar casos das doenças e ajudar no combate a possíveis epidemias.

Apesar da promessa do governo de construir uma unidade de saúde improvisada para cada município afetado, até agora apenas uma foi montada e está em funcionamento em Santana do Mundaú. Segundo a secretaria, ainda é aguardada a definição de local onde serão erguidas as barracas e casas para os desabrigados.

Duas cidades ainda sem aulas
Dos municípios afetados pelas enchentes, dois ainda continuam sem aulas: Branquinha (onde a única escola estadual serve de abrigo) e Santana do Mundaú (onde a escola foi destruída e não há previsão para retorno das aulas). O número de alunos afetados não foi informado.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, outros municípios também enfrentam problemas, mas apenas parciais. Em União dos Palmares, três das cinco escolas continuam ocupadas com desabrigados. Já em Murici, outras escolas também abrigam famílias que perderam tudo. Já em Rio Largo, uma escola continua interditada por conta da destruição causada pela enchente do rio Mundaú.

Ainda segundo a secretaria, muitos alunos das cidades menos atingidas foram remanejados para outras unidades ou prédios alugados. Um calendário foi montado, com aulas aos sábados, para atender às escolas que tiveram atraso no reinício das aulas.

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