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20/08/2010 - 13h01 / Atualizada 20/08/2010 - 13h01

Empresários cobram liberação de R$ 1 bi para reconstrução após enchentes em AL e PE

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

Dois meses após as enchentes que deixaram um rastro de destruição em Alagoas e Pernambuco, e um mês após o anúncio de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para os empresários da região, os beneficiários da medida que era para ser emergencial ainda não viram a cor do dinheiro. A promessa de liberação de crédito em até 48 horas após a aprovação, feita pelos bancos oficiais no dia 14 de julho, ficou longe de ser cumprida.

Somente em Alagoas, 600 empréstimos foram pedidos nas 19 cidades em calamidade ou emergência e apenas três foram contemplados até esta quarta-feira (18). Os demais estão seguindo um rito burocrático, o que, segundo os empresários, está minando a economia das cidades atingidas.

Pela programação do governo federal, o dinheiro seria disponibilizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para os bancos oficiais (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste), que ficaram responsáveis pelo contrato com os empresários.

Os empréstimos são destinados aos empresários das cidades em situação de calamidade pública ou situação de emergência. Os bancos ofereceram os recursos com taxa de juros de 5,5% ao ano, carência de dois anos e prazo de pagamento de 120 meses.

Embora muitos empresários tenham tido o pedido de crédito aprovado pelos bancos, o dinheiro ainda não foi liberado. Por conta da demora, na última terça-feira (17), a pedido das associações de apoio aos empresários, os representantes dos bancos oficiais participaram de uma reunião onde explicaram os motivos da demora na liberação dos recursos.

Os representantes dos bancos afirmaram que o problema é a burocracia do BNDES. Os recursos já contratados pelos empresários ainda não teriam sido repassados pelos bancos.

“O processo vai duas vezes para o BNDES para ser totalmente aprovado. O que deve haver é um plano emergencial, pois o BNDES está utilizando os trâmites de uma linha de crédito normal”, explicou o superintendente do Banco do Brasil em Alagoas, Álvaro Tieppo. “É um ritual complexo”, acrescentou o superintendente do BNB no Estado, Expedito Neiva.

Medida provisória
A explicação dos bancos fez com que entidades e governo estadual definissem uma proposta. Eles pedem que o governo federal edite uma medida provisória para defenir como emergencial a operação de crédito. O governador Teotonio Vilela Filho prometeu que iria fazer o pedido pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"São dois meses das enchentes, e os avanços aconteceram em outras áreas com a liberação de recursos, a exemplo do que da reconstrução, saúde e educação. Mas para os empresários até agora nada”, afirmou o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Alagoas, Wilton Malta.

O coordenador do programa da Reconstrução de Alagoas, Luiz Otávio Gomes, informou que fez uma solicitação para que o governo federal libere emergencialmente R$ 150 milhões para os dois Estados e, assim, atenda aos empresários.

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