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30/10/2008 - 15h55

PAC é fundamental para economia crescer em meio à crise financeira, diz Dilma

Da Agência Brasil
Em Brasília
Ao apresentar hoje (30) o quinto balanço do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que as obras do programa são fundamentais para garantir o crescimento da economia brasileira, considerando o cenário da crise financeira mundial.

Greve do DNIT paralisa PAC

Os investimentos do governo federal em obras do PAC sofreram redução significativa neste mês de outubro. As aplicações no programa caíram 66% se comparado a setembro e 36% na comparação com outubro do ano passado. A desaceleração, de acordo com o Ministério dos Transportes, está diretamente relacionada às fortes chuvas em algumas regiões do país e, "especialmente, à greve no DNIT"


"O PAC é fundamental para a manutenção do crescimento do país. Eu concordo que o Brasil tem condição de manter o atual ciclo de crescimento, pode ser até no nível um pouco menor", afirmou a ministra, ao lembrar que o governo já tomou medidas para minimizar os efeitos da crise.

Dilma explicou que a manutenção dos investimentos do programa é essencial para continuar a movimentação na economia. "O PAC funciona como um fator que faz com que o país tenha, e não perca, essa agenda do crescimento econômico, pois o programa prioriza investimento na agenda do próprio governo, na agenda dos nossos orçamentos e também na agenda das suas empresas e dos seus bancos públicos. Então. o PAC se torna prioritário nas agendas de cada um de nós", disse ela .

Em dois anos e nove meses de execução do PAC, o governo concluiu 9% dos projetos, ou seja, um total de 193 obras. O quinto balanço do PAC foi apresentado no Palácio do Planalto pela chefe da Casa Civil. Ela informou que o custo das obras concluídas foi de R$ 30,6 bilhões.

Entre as obras já entregues, estão 3.353 quilômetros de rodovias, 240 quilômetros de ferrovias e 54 embarcações para a Marinha Mercante, portos, hidrovias e aeroportos, além obras para garantia de recursos hídricos e de geração de energia.

O PAC foi lançado em janeiro do ano passado e prevê R$ 503 bilhões de investimentos em infra-estrutura. De acordo com Dilma, 83% do conjunto de obras do programa estão com andamento dentro do cronograma. A ministra informou que 7% delas merecem atenção por parte do governo e que, em 1%, a situação é preocupante.

De janeiro deste ano a 23 de outubro, o valor empenhado no programa chegou a R$ 10,4 bilhões, ou 34,3% acima do que o período equivalente no ano passado.

Dilma ainda ressaltou que, mesmo com a crise, os empresários estrangeiros com investimentos no Brasil não desanimaram. "Aumentou o interesse de todos os parceiros, japoneses, ingleses e coreanos. Não vimos arrefecimentos", destacou.

"Todos nós sabemos que investimento em infra-estrutura é investimento de médio e longo prazo. Para o executor do PAC, que é fundamentalmente o investidor privado, o programa dá um horizonte. Ele sabe que tem uma demanda para quatro anos, o que dá uma certa confiança", explicou.

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