UOL Notícias
 
 

PNAD

Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios

Pesquisa feita em domicílios do país para coletar dados como migração,
educação, rendimento, trabalho infantil e fecundidade, entre outros

  • Imagem: PNAD
08/09/2010 - 10h00

DF é a única unidade federativa na qual maioria da população vem de fora, revela IBGE

Daniel Milazzo
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

O Distrito Federal é a única unidade da Federação onde a maioria dos residentes (51,3%) nasceu em outro local –o montante equivalente a 1,3 milhão de pessoas. A constatação foi feita pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pnad: população residente por grandes regiões (em %)

  Naturais Não-naturais
Brasil 84,2 15,8
Norte 78,4 21,6
Nordeste 92,7 7,3
Sudeste 81,9 18,1
Sul 87,6 12,4
Centro-Oeste 64,4 35,6

Atrás do DF, os Estados com maior taxa de residentes não-naturais são Roraima (49,4%) e Rondônia (46,6%). No outro extremo, a Pnad revelou que apenas 4% das pessoas que moram no Rio Grande do Sul não são gaúchas. À exceção do RS, os Estados nordestinos concentram os menores índices de migrantes. Ceará (5,2%) e Pernambuco (6,6%) têm, respectivamente, a segunda e a terceira menor taxa. O Estado nordestino com a maior proporção é Sergipe (10,1%).

Enquanto apenas 7,3% dos cidadãos que moram na região Nordeste deixaram seu Estado de origem, no Centro-Oeste a situação é bem diferente: 35,6% da população não reside na mesma unidade federativa em que nasceu.

Quando consideramos o município, o quadro se repete: o Nordeste é a região com a menor proporção de residentes não-naturais do município de moradia (30,8%); já o Centro-Oeste continua sendo a única região onde esse dado ultrapassa os 50%, com exatos 54%.

A pesquisa do IBGE revelou que, em 2009, as pessoas não-naturais do município onde residiam somavam 75,8 milhões (o equivalente a 39,5% da população brasileira) e as migrantes de outras unidades federativas representavam 30,3 milhões, isto é, 15,8% da população nacional. Em 2004, essas participações eram: 39,7% e 16,2%, respectivamente.

Estados “forasteiros”
A partir de dados divulgados na Pnad, é possível constatar quais são os Estados que mais “exportam” cidadãos. Em números absolutos, os mineiros são os que mais deixam sua terra: em 2009, mais de 4,4 milhões estava morando fora do Estado, o que representa 19,2% de toda a população nascida em Minas.

A situação contrária é percebida no extremo Norte do país: no Amapá, apenas 27 mil cidadãos naturais do Estado (11% da população) haviam migrado.

Ainda em números absolutos, a região brasileira que mais perdeu moradores foi o Nordeste. Em 2009, mais de 13,2 milhões de nordestinos não moravam no mesmo Estado onde nasceram. O número equivale a 20,9% de toda a população da região.

Proporcionalmente, os Estados de onde mais saíram migrantes foram: Tocantins (28,5%), Paraíba (27,1%) e Piauí (26,7%). Em contrapartida, as unidades federativas de onde os cidadãos locais menos migraram foram Amazonas (6,1%), Rio de Janeiro (6,4%) e São Paulo (8%).

Perfil do migrante
De acordo com o levantamento do IBGE, no que diz respeito ao perfil dos migrantes, observa-se uma tendência evidenciada nos dados de 2009: a grande participação das pessoas com 40 anos de idade ou mais. Dentre os naturais do local onde viviam, 31% estavam nessa faixa etária, enquanto entre os não nascidos na unidade de residência esse índice era de 54,4%.

A pesquisa também demonstra que, em 2009, 18,8% da população economicamente ativa não residia no Estado de origem. No ano de 2004, o mesmo dado representava 19,6%. Ou seja, em cinco anos, houve redução de 0,8 ponto percentual no índice de migração entre a população economicamente ativa.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,11
    3,339
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,30
    61.087,14
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host