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Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios

Pesquisa feita em domicílios do país para coletar dados como migração,
educação, rendimento, trabalho infantil e fecundidade, entre outros

  • Imagem: PNAD
08/09/2010 - 10h00

Mulheres ampliam vantagem sobre homens em tempo de estudo, aponta Pnad

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

As mulheres ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho. E essa conquista começa nas salas de aula. Em média, as mulheres dedicam 7,4 anos aos estudos, contra sete anos dos homens. Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) e foram divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pelo levantamento, que nesta edição ouviu cerca de 400 mil pessoas em quase 154 mil domicílios do Brasil, a diferença entre os gêneros aumentou. No ano passado, elas passavam cerca de três meses e meio a mais na escola.

  • Fonte: Pnad 2009 (IBGE)

A média de anos de estudo das mulheres é maior em todas as faixas etárias, com exceção dos mais velhos (60 anos ou mais). Na faixa dos 20 aos 29 anos, a diferença é ainda mais evidente. Enquanto as mulheres acumulam dez anos estudando, os homens somam nove.

Há também variações relevantes entre as regiões do país. Os moradores do Sudeste são os que ficam mais tempo na escola, em média 7,8 anos. Nessa região, a diferença entre homens e mulher não é tão acentuada, apenas 36,5 dias letivos.

Já na região Nordeste, onde são registrados os piores índices na educação e 17,7% da população é analfabeta, o tempo dedicado ao estudo cai para seis anos. Ali, a vantagem das mulheres sobre os homens pode passar de 9,7 meses.

Seja como for, o brasileiro ainda passa menos tempo na escola do que deveria. São em média 7,2 anos de um mínimo de nove anos (ensino fundamental obrigatório). Se forem considerados os ensinos infantil, médio e profissionalizante ou superior, o tempo ideal de um aluno na escola passaria para quase 20 anos. No Brasil, apenas um terço da população estuda 11 anos ou mais.

O avanço na escolarização da população também é lento. Na comparação com o índice apresentado no ano passado, houve um aumento de 36 dias no tempo gasto com aprendizado. Nos últimos cinco anos, o avanço foi de 7,3 meses.

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