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Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios

Pesquisa feita em domicílios do país para coletar dados como migração,
educação, rendimento, trabalho infantil e fecundidade, entre outros

  • Imagem: PNAD
08/09/2010 - 10h00

Trabalho infantil continua em queda, mas ainda há mais de 4 milhões de pequenos trabalhadores

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

Trabalho infantil em 2009

Idade Total trabalhando % do total
5-9 anos 123 mil 0,8%
10-13 anos 785 mil 5,7%
14-17 anos 3,3 milhões 23,9%
5-17 anos 4,25 milhões 9,8%

O número de crianças e adolescentes que trabalham no país vem caindo nos últimos anos. Em 2009, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), havia 4,2 milhões de trabalhadores brasileiros com idade entre cinco e 17 anos, o que significa nível de ocupação de 9,8% do total das pessoas na faixa etária. Em 2008, esse número era de 4,4 milhões (10,2% do total).

Segundo dados históricos da Pnad, desde 1995, o percentual de crianças ocupadas entre cinco a nove anos caiu de 3,2% para 0,8% do total. Já entre os trabalhadores de 10 a 14 anos, o percentual despencou de 18,7% para 6,9%. Dos adolescentes de 15 a 17 anos, a média caiu de 44% para 27,4%.

Mesmo com a redução em ritmo acelerado, o país ainda contabilizava, no último ano, 123 mil crianças de cinco a nove anos trabalhando –sendo 69% delas do sexo masculino. Entre 10 e 13 anos, esse número é de 785 mil, enquanto 3,3 milhões de trabalhadores tinham entre 14 e 17 anos.

Regiões

Trabalho de idosos cai

Já entre os idosos, as últimas seis Pnads apontam para uma queda sutil nos percentuais de ocupação. Entre 2004 e 2009, o número de pessoas com mais de 60 anos ocupadas caiu 0,6 ponto percentual, reduzindo de 29,9% para 29,3% do total da população na faixa etária. Nesse período, os números sempre apresentaram pouca variação, para mais ou para menos.

Segundo a Pnad 2009, 6,3 milhões de idosos estavam ocupados, sendo 4 milhões do sexo masculino e 2,2 milhões do feminino. Eles representavam, no ano passado, 6,9% do total de trabalhadores do país

A Pnad mostra que há uma diferença considerável entre as regiões no que diz respeito ao trabalho infantil. O Nordeste concentrava 437 mil dos 908 mil trabalhadores entre cinco e 13 anos (48% do total). Já o Sudeste, com uma população 60% maior, tinha 182 mil. Apesar da liderança, o Nordeste foi a região que apresentou maior redução entre 2008 e 2009 nessa faixa etária, com a erradicação de 98 mil postos de trabalho infantil.

Os números da Pnad revelam ainda que os trabalhadores menores de 18 anos mantinham uma jornada de trabalho média de 26,3 horas semanais, com taxa de escolarização de 82,4%. A média de rendimento das crianças e adolescentes trabalhadores era de R$ 278, sendo que 30% deles não recebiam nenhuma contrapartida pelo trabalho oferecido.

“A população ocupada de cinco a 13 anos de idade estava mais concentrada em pequenos empreendimentos familiares, sobretudo em atividade agrícola (57,5%). Aproximadamente 70,8% estava alocada em trabalho sem contrapartida de remuneração (não remunerados e trabalhadores para o próprio consumo ou na construção para o próprio uso)”, informa o texto base da pesquisa.

 

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