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18/09/2009 - 10h00

Brasileiros vivem mais: já são quase 21 milhões com mais de 60 anos

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Atualizada às 12h02

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Qual é o segredo da longevidade do brasileiro?

A população brasileira está envelhecendo. Já são quase 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos. A proporção de brasileiros idosos aumentou 5,7% em 2008 em relação a 2007 e cresceu mais de 23% nos últimos dez anos. No outro extremo, houve uma queda de 22,6% na proporção de crianças de até quatro anos desde 1999. Na comparação entre 2008 e 2007, a redução foi de 1,4%.

Os dados foram revelados nesta sexta-feira (18) pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.



O Centro-Oeste foi a região que registrou o maior aumento na proporção de idosos no último ano: 7%. O Sudeste e o Sul, no entanto, ainda concentram o maior número de pessoas com mais de 60 anos, com 12,4% e 12,1%, respectivamente.

Cresce o número de idosos no Brasil; mulheres vivem mais, aponta IBGE


O banho de mar e o passeio pelo calçadão parecem fazer bem para os idosos do Rio de Janeiro. O Estado tem a maior proporção de pessoas com mais de 60 anos e concentra quase 15% dos brasileiros nessa faixa etária. Lá, as taxas de mortalidade e fecundidade são menores, o que ajuda a engordar o time da terceira idade.

"Copacabana é o paraíso dos idosos. É a Flórida brasileira. Então, além da qualidade de vida, que ajuda na saúde, existe uma fração de pessoas que decidem ir morar ali depois da aposentadoria", acredita o demógrafo Morvan Moreira, diretor de pesquisas sociais da Fundação Joaquim Nabuco.

No Rio Grande do Sul e em São Paulo, eles representam 13,5% e 11,9%, respectivamente, do total de residentes.

No Nordeste, onde os Estados costumam apresentar populações mais jovens, a Paraíba aparece com alta proporção de pessoas mais velhas: 11,6% dos habitantes são idosos.

O Norte é a única região que tem mais jovens (1,4 milhão) que velhos (1,1 milhão). Acre, Roraima e Amazonas concentram os maiores percentuais de crianças de até 4 anos: 11%, 10,2% e 10,1% do total geral.

"Nas regiões mais desenvolvidas a taxa de fecundidade é baixa em todas as classes sociais, porque as pessoas têm acesso a informação e serviços e sabem usar as técnicas de controle de natalidade. Já no Acre, por exemplo, a população fica isolada, sem televisão, lazer, informação e serviços de saúde. No Brasil, o aumento na taxa de fecundidade está sempre relacionado a uma situação de exclusão social", afirma Moreira.

Além disso, explica o demógrafo, no Norte e no Nordeste ocorre a migração dos homens, que vão atrás de trabalho. "Há muitas cidades onde só há velho, criança e mulher porque homens estão em outras cidades, trabalhando em colheitas, por exemplo", diz.

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