UOL Notícias Posse de Barack Obama: O novo presidente dos EUA
 

19/01/2009 - 02h48

"Base política de Obama", esquadrão de Hollywood esquenta clima da posse

Fernanda Brambilla
Enviada especial do UOL Notícias
Em Washington (EUA)
Em um show para cerca de 300 mil pessoas (estimativa não oficial da polícia) na escadaria do Lincoln Memorial neste domingo, Barack Obama fez um apelo pela união dos norte-americanos sem distinção de raças e crenças, e forjou seu discurso sobre uma poderosa base que já havia encorpado sua campanha presidencial: o alto escalão de Hollywood.

Depois da prece inicial, foi o ator Denzel Washington quem conduziu as honras da cerimônia, e deu início ao desfile de um verdadeiro batalhão de atores e atrizes, entre eles Tom Hanks, Samuel L. Jackson e até contemporâneos como Jack Black, Steve Carell e Rosario Dawson. A reação calorosa a cada aparição deu tom de espetáculo, confirmado pela ausência de figuras políticas ao microfone. A exceção foi a participação de Martin Luther King 3º, que evocou a luta de seu pai e foi fortemente aplaudido.

Com glamour, os discursos lembraram episódios e perfis da política norte-americana. Barack e Michelle Obama com as filhas, ao lado do vice Joe Biden e a esposa, acompanharam o show da primeira fila sob forte esquema de segurança. E quando Tom Hanks insistia em Abraham Lincoln, para os primeiros murmuros de chateação do público, o cantor Garth Brooks retomou o clima de festa. No meio musical, nomes de peso do eleitorado obamista também marcaram presença, com destaque para o U2, que não parou na clássica "Pride/In the name of love". John Legend, Stevie Wonder, Shakira, Usher, entre outros, se apresentaram.

Para David Alexander, do meio da multidão e com vaga visão do palco, a fórmula deu certo. "Tive uma noite maravilhosa. Me diverti muito, foi muito bom ter vindo. E, apesar de tanta gente, foi tudo tranquilo", aprovou o estudante da vizinha Virginia.

O frio de -10ºC e o vento não desanimaram a platéia, nem mesmo a longa fila para comprar cachorro-quente 'gelado' a US$ 7. Um casal de franceses de Nice a encarou sem problemas e preferiu levar tudo na diversão. Quando questionados sobre o motivo da viagem, apenas disseram: "Digamos que achamos que valia a pena, então viemos".

Famílias inteiras levaram cobertores e improvisaram uma área de piquenique com vista para o National Mall, como Jennifer Thompson, que levou o filho Thomas, que não teve ânimo para aguentar o show. "Viemos com a família toda, e fizemos questão de trazê-lo porque é um momento histórico. Mesmo ele sendo pequeno, um dia vai entender o significado", disse a californiana, com o rebento de 1 ano no ombro.

A espera por Obama ainda passou pela exibição de uma águia, símbolo do país, que, ironicamente, ficou assustada com tantos olhares. Contida, foi levada de volta para, enfim, o aguardado discurso da noite começar.

Depois de um afobado Biden, que se dirigiu ao público como "minha família", Obama, que já vinha sendo ovacionado a cada aparição no telão, pediu pela união do povo americano, a quem elogiou pela iniciativa de mudança.

"O que me dá esperança de que nossas mudanças se concretizarão é o povo americano, de todas as raças e regiões, que se reúne aqui hoje [domingo] porque acredita no que esse país pode se tornar", disse o presidente. "Serão as vozes de todos vocês que levarei comigo à posse [dia 20]."

Uma fala pausada, e um texto longe dos brilhantes já proferidos por ele. Mas Obama já não precisava se esforçar, a festa estava ganha.

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