UOL Notícias Posse de Barack Obama: O novo presidente dos EUA
 

19/01/2009 - 20h50

Véspera da posse, dia de Martin Luther King é marcado por invasão de turistas e pechinchas

Fernanda Brambilla
Enviada especial do UOL Notícias
Em Washington (EUA)
"O pacote de resgate de Obama para salvar a economia americana começa aqui", prega o vendedor em uma banca improvisada no caminho do Capitólio. "Uma camiseta é US$ 10, mas faço duas por US$ 15. Vamos estimular a economia, amigos!"

Banda haitiana anima o público



Feriado nacional, o Dia de Martin Luther King é destinado, na teoria, à prestação de serviços à comunidade, como uma lembrança do legado do líder defensor dos direitos humanos. Mas na véspera da posse de Barack Obama, a capital americana viu-se tomada de visitantes, que fizeram da segunda-feira um dia de turismo e muitas compras.

No trajeto entre o Capitólio e o Memorial, ambulantes pipocavam a cada quarteirão, em uma gigante queima de estoque de produtos de Obama. Camisetas, bonés, calendários, broches, quadros, miniaturas e outros itens que faziam brilhar os olhos de quem veio de longe. Nos telões montados para a posse, momentos do show do último domingo eram reprisados, preparando o clima para a inauguração presidencial.

"Chegamos ontem de Atlanta e vamos aproveitar o feriado para conhecer Washington e tirar muitas fotos, já que amanhã é o grande dia", diz Tanya Rints, que veio em excursão de ônibus com os pais e amigos.

Vestindo camisetas e gorros com o rosto do novo presidente, os amigos da Carolina do Sul também aproveitavam as ofertas. "Já comprei camisetas para meus pais, minha irmã, mas todo mundo que soube que eu vinha pediu uma lembrancinha", concordou o estudante Paul Field.

Um casal de Ohio, Melissa e John tentaram sem sucesso achar ingressos para a posse. Ao avistarem um ambulante que anunciava credenciais, logo se animaram, mas o cartão era apenas decorativo. "Vocês acham mesmo que eu estaria vendendo ingressos para a cerimônia por US$ 10?", brincou o vendedor.

Em ação promocional, produtos com os lemas "Yes you can" (Sim, você pode), e as palavras "Hope" (Esperança) e "Change" (Mudança), difundidos durante a campanha de Obama, foram distribuídos gratuitamente ao público, que se debateu pelos brindes.

Barraquinhas de lanche também aproveitaram a oportunidade. "Acho que esse foi o lanche mais caro que eu já comi na vida", ironizou a universitária Natalie Andrews, de Maryland, que pagou US$ 3,75 pelo seu cachorro-quente, e outros US$ 3,00 pelo refrigerante.

Em forte concorrência com o som de Bruce Springsteen nos alto-falantes, uma banda de haitianos se apresentou no meio do público. Com tambores e muita animação, a "Djarara" arrancou aplausos com a apresentação "em homenagem a Obama", que "fará a vida melhor para nós haitianos", grita um integrante da banda entre um batuque e outro.

Pela manhã, as estações de metrô sentiram a avalanche de pessoas que se aglomeraram em demoradas filas para a compra de bilhetes. "Deixaram tudo para a última hora, agora não há muito o que fazer", lamentou um funcionário do metrô. Durante a manhã, muitos carros apresentaram problemas e tiveram que ser retirados das linhas, congestionando o tráfego. Táxis nas proximidades de Washington se negavam a levar passageiros à capital.

"Hoje é dia de ficar por aqui, sem ir para D.C. É muito trânsito, tem centenas de ônibus de passeio atrapalhando tudo e gente perdida", contou John Hebell, com o carro estacionado em frente a uma estação de metrô de Maryland. "Ah, amanhã eu assisto à posse de casa. Nem venho para a rua."

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