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20/01/2010 - 20h04

Chegam a Brasília corpos de 17 militares mortos no Haiti

Keila Santana
Especial para o UOL Notícias*
Em Brasília
Atualizada às 20h41

Veja como ajudar as vítimas da tragédia no Haiti

Os corpos de 17 dos 18 militares mortos no terremoto do Haiti chegaram a Brasília na noite desta quarta-feira (20) por volta das 20 horas. Esses militares vão ser homenageados em cerimônia do governo brasileiro na tarde de quinta-feira (21). Os militares serão velados durante toda a noite na Base Aérea de Brasília até a chegada dos familiares.

Os soldados e oficiais brasileiros mortos integravam a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da solenidade organizada pelo Exército a partir das 16h de quinta-feira, após a primeira reunião ministerial do ano.

O voo da Força Aérea Brasileira que levou para Brasília os militares vitimados fez uma escala em Manaus (AM) para complementar os serviços de conservação dos corpos, que não puderam ser feitos antes por falta de condições no Haiti. O pouso do avião Hércules C-130 foi acompanhado na base aérea apenas pela imprensa, sem a presença de autoridades do governo.

O corpo do 18º militar brasileiro encontrado sob os escombros, o major Márcio Guimarães Martins, 36 anos, só foi identificado hoje (20) cedo. Ainda não foi divulgada a data do trasladado do Haiti para o Brasil.

Guimarães servia na Brigada de Infantaria Paraquedista. No Haiti, desempenhava a função de oficial de Estado-Maior do Batalhão de Infantaria da Força de Paz. De acordo com a assessoria do Exército, Martins era o último militar brasileiro considerado desaparecido durante o terremoto que deixou milhares de mortos. Entre eles, até agora, 21 brasileiros, sendo 18 militares e três civis.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira (20) que enviou à Comissão Representativa do Congresso Nacional um pedido de aprovação para envio de mais 1.300 militares para integrar a força de paz da ONU no Haiti, país devastado por um terremoto na semana passada.

Na terça-feira o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual o Brasil faz parte, aprovou por unanimidade o envio de mais 1.500 policiais e 2 mil soldados à Minustah.

Situação "sob controle" no Haiti
O Ministério da Defesa afirmou, em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, que a segurança no Haiti está sob controle, muito próximo ao que era antes do terremoto que devastou o país último dia 12.

Segundo o ministério, autoridades civis e militares que estão à frente dos esforços brasileiros de socorro às vítimas do terremoto garantem que as notícias a respeito da existência de uma onda de violência não passam de boatos.

Na nota, o ministério informa que o comandante do Batalhão Brasileiro (Brabatt) que integra a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o coronel João Batista Carvalho Bernardes, admite estar preocupado com a possibilidade de os criminosos que escaparam das prisões durante o terremoto voltarem a se reorganizar. Para evitar que isso aconteça, afirma o oficial, os militares estão procurando esses deliquentes.

Ainda de acordo com a nota do Ministério da Defesa, Bernardes teria classificado os atos de violência dos últimos dias como fatos isolados que já eram registrados antes do tremor de terra, com a diferença de que agora "há mais visibilidade, devido ao interesse maciço da mídia no país".

Para assegurar a tranquilidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, o comandante da Minustah, o general brasileiro Floriano Peixoto, determinou o deslocamento de tropas que estavam em cidades do interior. Segundo a nota do ministério, o general teria dito não acreditar na deterioração das condições de segurança devido à reorganização de grupos criminosos.

"Tenho um poder militar muito superior ao de qualquer concentração de gangue que se pretenda uma força oponente", comentou, segundo a nota, o general.

A Organização das Nações Unidas (ONU) autorizou reforçar as tropas de paz em até mais 2 mil militares e 1,5 mil policiais.

O Brasil lidera as tropas militares da Minustah desde 2004, quando a missão de paz foi instalada na nação caribenha após a queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide em meio a uma sangrenta onda de violência no país mais pobre das Américas.



*Com informações das agências internacionais

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