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01/03/2010 - 18h07

2010 já é segundo pior ano da década em número de mortes por terremotos no mundo

Thiago Chaves-Scarelli
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Ano Mortes estimadas
em terremotos
2010 222.531*
2009 1.787
2008 88.011
2007 712
2006 6.605
2005 82.364
2004 228.802
2003 33.819
2002 1.685
2001 21.357
2000 231
  • Fonte: US Geological Survey National Earthquake Information Center
    * Até 1º de março de 2010

Em apenas 60 dias, 2010 já registra mais de 222 mil mortes em decorrência de terremotos em todo o mundo, segundo estimativas do centro nacional norte-americano de pesquisa geológica (USGS). Esse é segundo maior número da década, atrás apenas das cifras de 2004.

Após os terremotos do Haiti e do Chile, mais de 222.530 pessoas morreram este ano, de acordo com os registros do USGS. Além desses dois, um tremor com magnitude de 7 graus na escala Richter foi registrado no último sábado próximo a Okinawa, no Japão, sem deixar vítimas.

Em todo o ano de 2004, o pior da década, o instituto norte-americano contabilizou 228.802 mortes. Nesse ano, um terremoto de 9,1 graus foi registrado na ilha de Sumatra um dia depois do Natal, as ondas gigantes provocadas pelo tremor deixaram centenas de milhares de mortos no Sri Lanka, na Tailândia, na Indonésia e na Índia.

Em terceiro lugar está o período de 2008, quando morreram cerca de 88 mil pessoas em decorrência de tremores de terra, a maioria delas na região de Sichuan, na China.

Segundo dados do centro geológico dos EUA, milhões de terremotos ocorram todos os anos, a maioria deles de magnitude tão pequena que podem ser sentidos apenas por instrumentos.

Tremores com grande potencial destrutivo são mais raros: cerca de um terremoto por ano atinge magnitudes superiores a 8 graus na escala Richter, na média do último século.

Segundo os registros das últimas duas décadas, houve em média 17 terremotos por ano com amplitudes entre 7 e 7,9 graus.

Terremotos no Brasil?

Os especialistas são unânimes em afirmar que são baixas as chances de um terremoto de alta magnitude atingir o Brasil, já que o país possui uma localização privilegiada, ou seja, afastado das regiões de encontro entre placas tectônicas, onde os tremores são mais frequentes.

Ainda assim, terremotos são possíveis aqui. O maior deles aconteceu em Porto dos Gaúchos (MT), em 1955, e atingiu uma magnitude de 6,2 graus.

Pode acontecer um ainda maior? "Pode", responde o sismólogo George Sand. “No século 19, foi registrado um tremor de 8,8 em Nova Granada, nos Estados Unidos, que tem a mesma característica do meio brasileiro, ou seja, interior de placa tectônica. Então, a possibilidade de isso acontecer é pequena, é remota, mas existe."

Três grandes terremotos em dois meses

Para o pesquisador George Sands de França, do observatório sismológico da Universidade de Brasília (UnB), ainda não é possível estabelecer uma relação entre os três grandes terremotos de 2010, no Haiti, no Japão e mo Chile, todos ocorridos no intervalo de cerca de 50 dias.

“Fazer qualquer relação com esse tipo de atividade sísmica ainda é especulação. Não há nada comprovado”, explica Sands. “As falhas no Haiti, no Japão e no Chile foram ativadas por movimentos de placas distintas.”

E estariam os terremotos ficando mais destrutivos? Para o sismólogo, os dados não mostram uma tendência clara. “Existem apenas estatísticas, mas não se pode analisar com certeza a natureza dinâmica da Terra”.

Contudo, se observa que avanços tecnológicos reduzem a mortalidade de eventos sísmicos, mas essa é uma condição que depende de cada país, explica o pesquisador.

“Em relação à tecnologia, só depende de cada governo estabelecer obras, construções adequadas para terremotos”, afirma Sands. “Mesmo assim, um terremoto desta magnitude [acima de 8 graus] causa bastante pânico e pode causar muitos danos em regiões urbanas.”

 

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