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01/03/2010 - 17h09

Recuperação de terremoto no Chile será mais rápida do que no Haiti, diz especialista

Mariana Jungmann
Da Agência Brasil
Em Brasília

Mesmo que grande parte da produção de vinhos, produtos florestais e pescados tenha sido atingida pelo terremoto do último sábado, o Chile não deverá passar nem perto dos problemas enfrentados pelo Haiti, após catástrofe semelhante ocorrida em janeiro deste ano. A avaliação é do professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Eiiti Sato.

De acordo com o professor, apesar de o fenômeno natural ter sido parecido em intensidade nos dois países, no Haiti foi de 7 graus na escala Richter e no Chile foi de 8,8 graus, as situações econômicas e institucionais vão implicar em um ritmo de recuperação diferente. “Um ponto geral que se pode ter em conta é que, comparativamente, a economia Chilena é organizada. E como economia organizada o processo de recuperação é muito mais rápido. No Haiti a organização da atividade econômica era muito precária, no Chile já há um nível de sofisticação”.

De acordo com Sato, os chilenos devem contar ainda com cerca de US$ 12 bilhões de dólares em seguros para reerguer a parte do setor produtivo destruída pelo tremor. Associado a isso, alega ele, existe um preparo da sociedade sobre como empregar esses recursos na reconstrução do país. O comportamento da população chilena deve se comparar ao da população europeia após a segunda-guerra mundial, na avaliação do professor. “O Plano Marshal, de 1947, rapidamente recompôs a Europa. Porque o terrível terremoto da Europa foi a segunda guerra mundial. E os recursos do Plano Marshall chegaram a uma sociedade que sabia o que fazer com aquele dinheiro, onde recuperar e construir”.

Em entrevista à Agência Brasil hoje (1º), o embaixador do Chile, Álvaro Díaz Pérez, disse que a produção de cobre – um dos principais produtos de exportação do país – não foi atingida pelo sismo. Ainda não há cálculos exatos sobre os prejuízos em valores, mas o embaixador afirmou que o país conta com um Fundo Soberano de US$ 18 bilhões para esse tipo de emergência. Ele também adiantou que os principais portos chilenos não foram atingidos pela catástrofe.

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