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01/03/2010 - 16h50

Terremoto deixa quase 1.700 turistas chilenos presos no Brasil

Da EFE
No Rio de Janeiro

Cerca de 1.700 turistas chilenos que retornariam ao país neste final de semana ainda estão em Florianópolis e em Balneário Camboriú (SC) devido ao fechamento do aeroporto de Santiago após o terremoto do último sábado.

"São turistas que tinham pacotes contratados até sábado e domingo e que, agora, sem dinheiro nem hotel, não têm como voltar ao Chile", disse hoje à Agência Efe o cônsul chileno em Porto Alegre, Guillermo Martínez, encarregado da assistência consular.

O diplomata explicou que os chilenos encontraram até agora uma grande solidariedade por parte das autoridades brasileiras, que tomaram medidas para que esses turistas possam permanecer nos hotéis e alimentar-se.

Martínez acrescentou que os proprietários dos hotéis foram flexíveis e permitiram que os hóspedes permaneçam nos estabelecimentos, mas explicou que não sabe até quando isso vai acontecer, já que há outros turistas chegando com reservas já pagas.

O diplomata disse que o próprio governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, pretende viajar amanhã para Balneário Camboriú, onde está a maioria dos turistas, para dirigir pessoalmente as ações de ajuda.

"Conversei com o governador de Santa Catarina e, além de oferecer toda a ajuda possível, me disse que viajará amanhã para Balneário Camboriú", disse Martínez, que também agradeceu as medidas adotadas pelo prefeito da cidade, Edson Piriquito, para atender os chilenos.

"O próprio prefeito ajudou a estender os prazos dos contratos com cerca de 15 hotéis e as outras empresas que atendem esses turistas", disse.

O cônsul explicou que o elevado número de turistas que esperam para retornar ao Chile se deve ao fato de que as operadoras de viagens tinham previstos quatro voos para Santiago no sábado e outros quatro no domingo.

"Dependemos de que o aeroporto de Santiago possa voltar a operar normalmente e de que essas empresas de turismo possam utilizar os aviões e reprogramar todos os voos", disse Martínez.

"A situação é complicada porque, em geral, são pessoas que, como já estavam para voltar, estão com dinheiro limitado. Muitos já estão sem e o consulado tem um orçamento limitado para ajudá-los", afirmou.

A Prefeitura de Balneário Camboriú declarou no domingo estado de vulnerabilidade temporário para poder ajudar os turistas com fundos públicos.

"Não podemos deixar essas pessoas desabrigadas, sem hotel nem alimentação. Muitas vieram com o dinheiro contado para os dias do pacote. O poder público tem essa obrigação", disse Piriquito.

O prefeito afirmou que alguns hotéis e restaurantes manifestaram sua solidariedade para que os turistas chilenos "tenham sempre uma boa imagem de Balneário Camboriú".

O Governo do Chile elevou hoje para 723 o número de mortos no terremoto de sábado, que atingiu 8,8 graus na escala Richter e devastou várias partes do centro e do sul do país.

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