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03/03/2010 - 10h39

Marinha chilena admite erro por falta de alerta de tsunami

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 11h13

A Marinha chilena reconheceu nesta quarta-feira (3) não ter emitido alerta de tsunami depois que um dos terremotos mais fortes da história atingiu o país. Segundo um documento obtido pelo jornal "El Mercurio", a Marinha subestimou os riscos de ondas gigantes após identificar que foi em terra, e não no mar, o epicentro do tremor de magnitude 8,8 que castigou duramente a costa do centro e sul do Chile na madrugada de sábado.

Depois do sismo, ondas de até 15 metros arrasaram cidades costeiras, ilhas e portos. Em algumas zonas, a água avançou mais de 2 quilômetros terra adentro, causando a morte de centenas de pessoas.

Até o início da tarde desta quarta, as autoridades chilenas estimaram em ao menos 799 os mortos pelo terremoto e tsunami que sacudiram a área central e sul do Chile no sábado.

"A presidente ligou para ver se manteria ou não o alerta. Nós fomos pouco claros na informação que passamos", admitiu o almirante-chefe da Marinha do Chile, Edmundo González.

Segundo documento da Marinha obtido pelo "El Mercurio", os generais informaram à presidente chilena que "o epicentro do terremoto estava em terra, logo, não deveria haver um tsunami". Esse foi o documento que serviu de base para Bachelet decidir sobre o alerta.

"Digo com toda a honestidade: lamentamos muito, mas a verdade é que a situação foi assim", afirmou ao jornal o almirante González.

Brasileiro no Chile relata falso alarme de tsunami

"De repente vejo todas as pessoas correndo pela principal rua comercial de Viña (Calle Valparaiso). Todos corriam e diziam que vinha um tsunami! Situração terrível! Parecia a terceira guerra mundia. Todos corriam sem saber para onde ir. Então, eu resolvi entrar em uma rua fechada e aguardar o fluxo de água. Logo na sequência, policiais e bombeiros avisaram que havia sido um alarme falso", conta ao UOL o brasileiro Guilherme Rivera.

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, criticou o atual governo. "Quando esse terremoto ocorre em um epicentro muito perto da borda do mar, podemos antecipar rapidamente algumas coisas. Primeiro, que havía grave perigo de tsunami (...) O que um governo deve fazer é se antecipar aos problemas."

Reforço nas buscas

Equipes de resgate trabalhavam com cães farejadores nesta quarta-feira (3) nas cidades e povoados chilenos mais castigados pelo terremoto na esperança de encontrar sobreviventes quatro dias após o tremor devastador.

Policiais e soldados acionados para tentar conter os saques e a violência nas áreas afetadas conseguiram manter a ordem na cidade de Concepción, 115 quilômetros a sudeste do epicentro do sismo.

O toque de recolher permanecia vigente em Concepción, uma das várias cidades e povoados onde 7.000 soldados patrulhavam as ruas para manter a ordem e assegurar a distribuição apropriada de água e alimentos.

Com a chegada da ajuda agora mais organizada à população, as equipes de resgate reforçaram a buscas nas áreas entre Concepción e Constitución, no norte, para tentar achar sobreviventes presos sob os escombros. 

* Com informações das agências internacionais

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