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03/03/2010 - 16h41

Temor de novo tsunami gera fuga em massa para áreas mais altas de Concepción

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 19h35

Câmera de boate capta reação ao início do terremoto no Chile

Centenas de habitantes da cidade de Concepción, no Chile, correram para áreas mais altas com medo de que o terremoto de 5,9 graus na escala Richter que ocorreu na tarde desta quarta-feira (3) gerasse um novo tsunami.

As autoridades chilenas chegaram a emitir um alerta de tsunami, mas foi logo cancelado.

Concepción foi uma das cidades mais afetada pelo terremoto do último sábado no Chile, de 8,8 na escala Richter, e que deixou 802 mortos, de acordo com o último levantamento do governo.

Depois do terremoto do fim de semana, já foram registradas mais de 100 réplicas. O Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) registrou mais de 30 réplicas somente nesta quarta-feira. O novo tremor ocorreu hoje às 14h44 (horário local, o mesmo de Brasília) e foi registrado pelo USGS.

O epicentro desse sismo foi na costa noroeste de Concepción, a 40 quilômetros da cidade, a segunda maior do país. Apesar do pânico causado na população por conta desse tremor, segundo relato da imprensa local, o Escritório Nacional de Emergência (Onemi) assegurou que não há alerta de tsunami e pediu calma a população. 

Bombeiros de Concepción alertaram a população sobre o perigo, embora as autoridades tenham descartado depois a possibilidade de uma onda gigante. "A magnitude não corresponde ao alerta de tsunami", explicou um porta-voz do Escritório Nacional de Emergência (Onemi) em Santiago, segundo um relatório do Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha.

Várias pessoas, entre elas, membros das equipes de distribuição de ajuda e manutenção da ordem, fugiram apavoradas para os morros dos arredores de Concepción.

De acordo com o serviço geológico americano, houve um segundo terremoto poucos segundos depois do anterior, desta vez de 6 graus na escala Richter, com epicentro a 84 quilômetros de Talca, capital regional de Maule.

Polêmica sobre alerta de tsunami

O alerta de tsunami tem provocado polêmica entre as Forças Armadas chilenas. A Marinha do país reconheceu hoje não ter emitido alerta de tsunami depois que um dos terremotos mais fortes da história atingiu o país. Segundo um documento obtido pelo jornal "El Mercurio", a Marinha subestimou os riscos de ondas gigantes após identificar que foi em terra, e não no mar, o epicentro do tremor de magnitude 8,8 que castigou duramente a costa do centro e sul do Chile na madrugada de sábado.

Depois do sismo, ondas de até 3 metros arrasaram cidades costeiras, ilhas e portos. Em algumas zonas, a água avançou mais de 2 quilômetros terra adentro, causando a morte de centenas de pessoas.

Até o início da tarde desta quarta, as autoridades chilenas estimaram em ao menos 799 os mortos pelo terremoto e tsunami que sacudiram a área central e sul do Chile no sábado.

"A presidente ligou para ver se manteria ou não o alerta. Nós fomos pouco claros na informação que passamos", admitiu o almirante-chefe da Marinha do Chile, Edmundo González.

Segundo documento da Marinha obtido pelo "El Mercurio", os generais informaram à presidente chilena que "o epicentro do terremoto estava em terra, logo, não deveria haver um tsunami". Esse foi o documento que serviu de base para Bachelet decidir sobre o alerta.

"Digo com toda a honestidade: lamentamos muito, mas a verdade é que a situação foi assim", afirmou ao jornal o almirante González. 

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, criticou o atual governo. "Quando esse terremoto ocorre em um epicentro muito perto da borda do mar, podemos antecipar rapidamente algumas coisas. Primeiro, que havía grave perigo de tsunami (...) O que um governo deve fazer é se antecipar aos problemas."

 * Com informações das agências internacionais

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