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04/03/2010 - 14h02

Ministro chileno diz que é preciso pelo menos uma semana para restabeler energia no país

Vladimir Platonow
Da Agência Brasil
Em Concepción (Chile)

O ministro de Transporte e Telecomunicações do Chile, Rene Cortazar, foi enviado a Concepción para verificar pessoalmente as condições da infraestrutura na região. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que apenas 25% das redes de telefonia e eletricidade estão operando no local e estimou em pelo menos mais uma semana o prazo para restabelecer os serviços de forma mais ampla. Assim, a maior parte das ruas continua às escuras.

Por causa disso, muitos postos de combustíveis não operam, o que agrava a dificuldade de locomoção no país, atingido no último por um terremoto de 8,8 graus na escala Richter. Até serviços simples, como passar um fax, torna-se uma verdadeira proeza, pois as linhas fixas de telefonia continuam interrompidas em várias partes.

Passados seis dias do terremoto que atingiu a parte centro-sul do Chile, em Concepción – umas das cidades mais atingidas – prossegue o toque de recolher entre as 18h e a meia-noite, o que deixa as ruas praticamente desertas. Só podem circular militares, pessoal do serviço de reconstrução e pessoas que portem um salvo-conduto, emitido pelo Exército, como jornalistas.

Durante o período do toque de recolher, soldados postados em praticamente todos os cruzamentos pedem a identificação e o salvo-conduto a todos que passam. A medida extrema foi adotada para evitar os saques ao comércio que aconteceram nos dias seguintes ao tremor.

A rede hoteleira entrou em colapso, pois cerca da metade dos hotéis teve que fechar as portas e os que permaneceram abertos não têm luz ou água nos quartos, com pouca comida para oferecer. Mesmo assim, praticamente não há quartos disponíveis em Concepción, pois, além do grande número de jornalistas, funcionários de equipes de reconstrução também chegaram de Santiago para trabalhar nas lojas e supermercados que foram destruídos ou saqueados. As pessoas se hospedam em quartos com paredes rachadas, vidros das janelas quebrados e pedaços de reboco no chão.

As estradas principais da região centro-sul chilena foram afetadas, principalmente com a inclinação ou o afundamento de pontes, o que obriga os motoristas a enfrentarem longos engarrafamentos por vias alternativas pelo interior, o que também atrasa a chegada dos comboios de caminhões com mantimentos.

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